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Desenvolvimento de magnetolipossomas baseados em nanopartículas de níquel com coroa de sílica para aplicações na entrega de fármacos antitumorais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na área biomédica, a nanotecnologia tem produzido avanços significativos no diagnóstico, terapêutica e bioengenharia. As nanopartículas magnéticas são de especial relevância, porque podem ser orientadas e localizadas no local de interesse, através de gradientes de campo magnético externo, usado no tratamento do cancro por hipertermia. Neste trabalho, desenvolveram-se magnetolipossomas para aplicação na entrega de fármacos antitumorais, combinando membranas lipídicas com nanopartículas magnéticas de níquel, com e sem coroa de sílica. Foram preparadas nanopartículas magnéticas de níquel usando diferentes meios microheterogéneos, as quais foram posteriormente cobertas com coroa de sílica. Foram avaliadas as propriedades estruturais, espetroscópicas e magnéticas das nanopartículas preparadas. Estas partículas foram incorporadas em lipossomas, ou também produzidas na presença de camadas de lípido ou tensioativo, obtendo-se assim magnetolipossomas. Nestes magnetolipossomas, foram incorporados novos compostos fluorescentes com potencial atividade antitumoral, 1,3-diarilureias derivadas de tieno[3,2-b]piridinas, sintetizadas pelo CQ/UM. Os compostos foram previamente caracterizados por espetroscopias de absorção UV-visível e de fluorescência. Verificou-se que apresentam uma emissão de fluorescência sensível ao solvente, embora não sejam emissivos em solventes próticos. Os rendimentos quânticos de fluorescência determinados variam entre 6% e 65%, sendo os valores mais baixos obtidos em clorofórmio e os mais elevados em dimetilsulfóxido. A localização dos compostos em lipossomas foi avaliada por medidas de anisotropia de fluorescência em estado estacionário, tendo-se concluído que estes se localizam maioritariamente na bicamada lipídica, sentindo a transição entre as fases gel e líquido-cristalina dos lípidos. Foi realizado um estudo preliminar da interação dos magnetolipossomas com as células, usando GUVs (vesículos unilamelares gigantes) de lecitina de soja como modelos de membranas celulares. A interação foi avaliada por transferência de energia (FRET) entre os compostos sintetizados (doadores) e lípidos marcados incluídos nos GUVs, contendo o marcador fluorescente NBD (funcionando como aceitante). O objetivo global deste trabalho foi o desenvolvimento de nanossistemas que aliam as propriedades magnéticas à capacidade de transportar novos princípios ativos antitumorais.
Autores principais:Rodrigues, Ana Rita O.
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Na área biomédica, a nanotecnologia tem produzido avanços significativos no diagnóstico, terapêutica e bioengenharia. As nanopartículas magnéticas são de especial relevância, porque podem ser orientadas e localizadas no local de interesse, através de gradientes de campo magnético externo, usado no tratamento do cancro por hipertermia. Neste trabalho, desenvolveram-se magnetolipossomas para aplicação na entrega de fármacos antitumorais, combinando membranas lipídicas com nanopartículas magnéticas de níquel, com e sem coroa de sílica. Foram preparadas nanopartículas magnéticas de níquel usando diferentes meios microheterogéneos, as quais foram posteriormente cobertas com coroa de sílica. Foram avaliadas as propriedades estruturais, espetroscópicas e magnéticas das nanopartículas preparadas. Estas partículas foram incorporadas em lipossomas, ou também produzidas na presença de camadas de lípido ou tensioativo, obtendo-se assim magnetolipossomas. Nestes magnetolipossomas, foram incorporados novos compostos fluorescentes com potencial atividade antitumoral, 1,3-diarilureias derivadas de tieno[3,2-b]piridinas, sintetizadas pelo CQ/UM. Os compostos foram previamente caracterizados por espetroscopias de absorção UV-visível e de fluorescência. Verificou-se que apresentam uma emissão de fluorescência sensível ao solvente, embora não sejam emissivos em solventes próticos. Os rendimentos quânticos de fluorescência determinados variam entre 6% e 65%, sendo os valores mais baixos obtidos em clorofórmio e os mais elevados em dimetilsulfóxido. A localização dos compostos em lipossomas foi avaliada por medidas de anisotropia de fluorescência em estado estacionário, tendo-se concluído que estes se localizam maioritariamente na bicamada lipídica, sentindo a transição entre as fases gel e líquido-cristalina dos lípidos. Foi realizado um estudo preliminar da interação dos magnetolipossomas com as células, usando GUVs (vesículos unilamelares gigantes) de lecitina de soja como modelos de membranas celulares. A interação foi avaliada por transferência de energia (FRET) entre os compostos sintetizados (doadores) e lípidos marcados incluídos nos GUVs, contendo o marcador fluorescente NBD (funcionando como aceitante). O objetivo global deste trabalho foi o desenvolvimento de nanossistemas que aliam as propriedades magnéticas à capacidade de transportar novos princípios ativos antitumorais.