Publicação
Igualdade de género e a gestão de recursos humanos (questões de discriminação no recrutamento e seleção): estudo exploratório
| Resumo: | Ao longo dos anos, a temática da igualdade de género tem adquirido uma relevância ímpar junto de diversos atores, tanto nacionais, como internacionais. De forma a obter um alcance mais igualitário de oportunidades, entre indivíduos do género feminino e masculino, nos contextos organizacionais, é importante uma contínua e efetiva implementação de práticas e políticas, para que se corrijam desigualdades profundas e enraizadas na conjuntura atual. Destas desigualdades, resultam barreiras invisíveis e perceções enviesadas ao nível do processo de recrutamento e seleção, dificultando muitas vezes, sobretudo às mulheres, a ascensão a determinados cargos ou a funções hierárquicas superiores. A presente dissertação procura refletir sobre qual o posicionamento dos agentes organizacionais, relativamente à temática da igualdade, determinar que comportamentos não promovem igualdade de género ao nível do processo de recrutamento e seleção e, de que forma, a gestão de recursos humanos pode ser perspetivada como um ator chave na implementação de procedimentos e mecanismos mais imparciais e transparentes. Deste modo, e através de uma investigação qualitativa, a informação recolhida reflete a predominância de discursos paradoxais sobre a temática da igualdade de género. A nível geral verifica-se que ainda existe uma promoção de comportamentos desiguais, relativamente à questão do género. Simultaneamente, com os dados obtidos verifica-se que a gestão e os gestores de recursos humanos, juntamente com toda a estrutura organizacional, são fulcrais para combater tendências subtilmente discriminatórias. Contudo, com os resultados obtidos é possível concluir que, mesmo com a criação de políticas e práticas que promovam uma igualdade de género, e apesar da importância atribuída à gestão de recursos humanos, o exercício da desigualdade pode continuar a ser encoberto, perpetuando assim um processo de recrutamento e seleção enviesado. |
|---|---|
| Autores principais: | Rocha, Ângela Filipa Oliveira |
| Assunto: | Género Igualdade Desigualdade Discriminação Recrutamento e seleção Gestão de recursos humanos Gender Equality Inequality Discrimination Recruitment and selection Human resources management |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Ao longo dos anos, a temática da igualdade de género tem adquirido uma relevância ímpar junto de diversos atores, tanto nacionais, como internacionais. De forma a obter um alcance mais igualitário de oportunidades, entre indivíduos do género feminino e masculino, nos contextos organizacionais, é importante uma contínua e efetiva implementação de práticas e políticas, para que se corrijam desigualdades profundas e enraizadas na conjuntura atual. Destas desigualdades, resultam barreiras invisíveis e perceções enviesadas ao nível do processo de recrutamento e seleção, dificultando muitas vezes, sobretudo às mulheres, a ascensão a determinados cargos ou a funções hierárquicas superiores. A presente dissertação procura refletir sobre qual o posicionamento dos agentes organizacionais, relativamente à temática da igualdade, determinar que comportamentos não promovem igualdade de género ao nível do processo de recrutamento e seleção e, de que forma, a gestão de recursos humanos pode ser perspetivada como um ator chave na implementação de procedimentos e mecanismos mais imparciais e transparentes. Deste modo, e através de uma investigação qualitativa, a informação recolhida reflete a predominância de discursos paradoxais sobre a temática da igualdade de género. A nível geral verifica-se que ainda existe uma promoção de comportamentos desiguais, relativamente à questão do género. Simultaneamente, com os dados obtidos verifica-se que a gestão e os gestores de recursos humanos, juntamente com toda a estrutura organizacional, são fulcrais para combater tendências subtilmente discriminatórias. Contudo, com os resultados obtidos é possível concluir que, mesmo com a criação de políticas e práticas que promovam uma igualdade de género, e apesar da importância atribuída à gestão de recursos humanos, o exercício da desigualdade pode continuar a ser encoberto, perpetuando assim um processo de recrutamento e seleção enviesado. |
|---|