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Resistência à mudança, ambivalência e aliança terapêutica em psicoterapia: um estudo exploratório

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Resumo:Existem diversas investigações que têm avaliado a resistência, ambivalência, aliança terapêutica, expectativas e sofrimento psicológico do paciente no contexto de terapia. Não obstante, a literatura sugere que existem poucos estudos empíricos conduzidos a avaliar de forma simultânea a relação destas variáveis na prática clínica. Além disso, existem poucas medidas robustas que possam ser usadas pelo terapeuta para avaliar a resistência na sessão de terapia. O presente estudo pretende explorar a resistência do paciente à mudança, desde a perspetiva do terapeuta, e a sua associação com a ambivalência, sofrimento psicológico do paciente, e aliança terapêutica em 29 pacientes com perturbações emocionais. Os resultados revelaram maiores níveis de resistência nas sessões iniciais do tratamento. Adicionalmente, os resultados mostraram que a resistência está positivamente associada com a ambivalência e negativamente com a aliança terapêutica percebida pelo terapeuta, e a credibilidade da terapia percebida pelo paciente. Em contraste, parece não existir correlações entre resistência, sofrimento psicológico, aliança terapêutica e expectativas do paciente. Os resultados sugerem que a resistência pode ser uma tradução interpessoal da ambivalência à mudança, que surge com maior força nas sessões iniciais do tratamento. Finalmente, reforçam o papel do terapeuta na gestão das ruturas da aliança terapêutica.
Autores principais:Medina, Alba Cecília Garcia
Assunto:Resistência à mudança Ambivalência Aliança terapêutica Psicoterapia Resistance to chance Ambivalence Therapeutical alliance Psychotherapy
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Existem diversas investigações que têm avaliado a resistência, ambivalência, aliança terapêutica, expectativas e sofrimento psicológico do paciente no contexto de terapia. Não obstante, a literatura sugere que existem poucos estudos empíricos conduzidos a avaliar de forma simultânea a relação destas variáveis na prática clínica. Além disso, existem poucas medidas robustas que possam ser usadas pelo terapeuta para avaliar a resistência na sessão de terapia. O presente estudo pretende explorar a resistência do paciente à mudança, desde a perspetiva do terapeuta, e a sua associação com a ambivalência, sofrimento psicológico do paciente, e aliança terapêutica em 29 pacientes com perturbações emocionais. Os resultados revelaram maiores níveis de resistência nas sessões iniciais do tratamento. Adicionalmente, os resultados mostraram que a resistência está positivamente associada com a ambivalência e negativamente com a aliança terapêutica percebida pelo terapeuta, e a credibilidade da terapia percebida pelo paciente. Em contraste, parece não existir correlações entre resistência, sofrimento psicológico, aliança terapêutica e expectativas do paciente. Os resultados sugerem que a resistência pode ser uma tradução interpessoal da ambivalência à mudança, que surge com maior força nas sessões iniciais do tratamento. Finalmente, reforçam o papel do terapeuta na gestão das ruturas da aliança terapêutica.