| Resumo: | O presente trabalho reflete sobre a arquitetura a partir de uma experiência pessoal, uma viagem ao Oriente. A experimencia estrutura-se enquanto parte de aprendizagem, sendo na casa da viagem consequente à vivência no espaço e no tempo a par da inquietação gerada pelo confronto e reflexão. Na transversalidade da investigação procura-se apresentar abordagens de relação entre o sujeito e o lugar vinculadas ao contexto cultural com que nos confrontamos. O objeto de estudo é assim a experiência da viagem ao Sudeste Asiático, englobando as diferentes ações, desde o desejo de viajar, o planeamento da viagem, a experiência in loco, os registos gráficos efetuados e a posterior interpretação dos fenómenos e espaços vivenciados. Neste seguimento o trabalho organiza-se em dois capítulos: Carácter da Viagem e A Viagem no Oriente. O primeiro capítulo averigua um contexto teórico que referencia o exercício de aprendizagem pela viagem, nomeadamente na sua mais-valia face à construção de uma ideia e prática da arquitetura. O segundo capítulo, sendo o cerne do trabalho, expõe, interpreta e reflete sobre a Viagem realizada. Ainda neste capítulo manifesta-se os objetivos da investigação, nomeadamente a capacidade de evidenciar e organizar a aprendizagem, expressa numa sequência cronológica e aproximação empírica aos lugares, seja nos elementos que o conformam sejam nas modalidades de apropriação que estes proporcionam. A relação entre o sujeito e o lugar, e consequente perceção e registo gráfico, destacam a relevância do diário de bordo. Uma vez que para registar um lugar é necessário pensar sobre o que se vê, não só para o desenhar como para o entender. Com estre trabalho pretendemos expor uma forma de perceber e aprender arquitetura como modo complementar à formação académica. |