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Da influência do poder ao poder de influência: o caso de uma multinacional do setor tecnológico do norte do país

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Numa análise sustentada e transversal da literatura, é manifesta e inalienável a pertinência de se enveredar por um estudo que coloca em perspetiva e prospetiva a temática do poder (sobretudo informal e em rede), harmonizada com a abordagem de uma liderança positiva. Numa dimensão macro, são relativamente escassas, no nosso país, as pesquisas que relacionem o poder com a liderança. O mesmo raciocínio, mas utilizado de forma exponencial, podemos ter em relação ao supracitado cruzamento entre poder e liderança aplicado à gestão de recursos humanos. São ainda mais raras as investigações a esse nível, pelo que esta investigação poderá, parcialmente, tentar aportar novos subsídios. A natureza das relações de poder é de tal modo complexa e dinâmica que tem sido investigada de forma pluri e multidisciplinar. Pretende-se ultrapassar o preconceito que assume o poder como uma realidade obscura e ilícita. Para além do espectro da (i)moralidade afigura-se atual ter em consideração que o poder se pode ampliar em rede. A inspiração da “microfísica do poder” de Foucault (Moreira 2010) foi determinante para uma assunção mais negocial do fenómeno. Para se ser líder tem que se ser capaz de gerir este quadro de (inter)relações com poder. Gerir com poder, sobretudo informal, é um fator facilitador de lideranças positivas. Devido ao cariz mais intangível e sensível do objeto de estudo, a visão fenomenológica é a mais recomendável neste cenário, pela riqueza analítica que permite. Utilizou-se como instrumento metodológico a entrevista tendo-se mobilizado para o seu tratamento uma análise de conteúdo. Trata-se de um estudo de caso de caráter exploratório, numa empresa multinacional do setor da tecnologia e a amostra é constituída por 10 pessoas, não sendo probabilística. As questões de partida levantadas gravitam à volta da influência do poder informal nas lideranças positivas. De forma geral, os resultados predominantes consubstanciam que o negligenciar a perspetiva relacional, em detrimento da visão redutora do poder como atributo (Moreira, 2010), impede uma abordagem mais adaptada aos tempos hodiernos. Estratégica e dinamicamente alguns atores com menos autoridade, ou poder formal, podem, no xadrez organizacional, inverter essa tendência determinista e formal, tendo, efetivamente, mais poder do que alguém que lhes é hierarquicamente superior (podendo assumir o papel de líderes).
Autores principais:Oliveira, Ana Raquel Almeida
Assunto:Poder Influência Liderança Relações de poder Power Influence Leadership Power relations
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Numa análise sustentada e transversal da literatura, é manifesta e inalienável a pertinência de se enveredar por um estudo que coloca em perspetiva e prospetiva a temática do poder (sobretudo informal e em rede), harmonizada com a abordagem de uma liderança positiva. Numa dimensão macro, são relativamente escassas, no nosso país, as pesquisas que relacionem o poder com a liderança. O mesmo raciocínio, mas utilizado de forma exponencial, podemos ter em relação ao supracitado cruzamento entre poder e liderança aplicado à gestão de recursos humanos. São ainda mais raras as investigações a esse nível, pelo que esta investigação poderá, parcialmente, tentar aportar novos subsídios. A natureza das relações de poder é de tal modo complexa e dinâmica que tem sido investigada de forma pluri e multidisciplinar. Pretende-se ultrapassar o preconceito que assume o poder como uma realidade obscura e ilícita. Para além do espectro da (i)moralidade afigura-se atual ter em consideração que o poder se pode ampliar em rede. A inspiração da “microfísica do poder” de Foucault (Moreira 2010) foi determinante para uma assunção mais negocial do fenómeno. Para se ser líder tem que se ser capaz de gerir este quadro de (inter)relações com poder. Gerir com poder, sobretudo informal, é um fator facilitador de lideranças positivas. Devido ao cariz mais intangível e sensível do objeto de estudo, a visão fenomenológica é a mais recomendável neste cenário, pela riqueza analítica que permite. Utilizou-se como instrumento metodológico a entrevista tendo-se mobilizado para o seu tratamento uma análise de conteúdo. Trata-se de um estudo de caso de caráter exploratório, numa empresa multinacional do setor da tecnologia e a amostra é constituída por 10 pessoas, não sendo probabilística. As questões de partida levantadas gravitam à volta da influência do poder informal nas lideranças positivas. De forma geral, os resultados predominantes consubstanciam que o negligenciar a perspetiva relacional, em detrimento da visão redutora do poder como atributo (Moreira, 2010), impede uma abordagem mais adaptada aos tempos hodiernos. Estratégica e dinamicamente alguns atores com menos autoridade, ou poder formal, podem, no xadrez organizacional, inverter essa tendência determinista e formal, tendo, efetivamente, mais poder do que alguém que lhes é hierarquicamente superior (podendo assumir o papel de líderes).