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A educação de adultos em análise : estudo de caso das novas oportunidades

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Resumo:As expectativas do mercado de trabalho e da sociedade como um todo aumentam a pressão sobre os indivíduos que devem atingir determinados níveis de conhecimento e competências. A possibilidade de exclusão para quem não conseguiu adaptar-se ou não conseguiu atingir os objetivos exigidos pela sociedade é muito grande e as consequências disso são igualmente grandes e excludentes. Nesse contexto surge a Iniciativa Novas Oportunidades que é um programa integrante da política educativa do Governo Português (Ministério da Educação e Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social) e pretende facilitar o acesso à escolaridade por parte da população, que não teve acesso à educação em tempo útil (interromperam os estudos numa fase precoce) ou que não se vê espelhada nos moldes de educação convencionais, visando assim aumentar a percentagem de alfabetização e escolaridade em Portugal. A Iniciativa Novas Oportunidades foi apresentada formalmente no dia 14 de Dezembro de 2005 e aparece como uma estratégia que visa a implementação das diretrizes do Conselho Europeu de Lisboa de 2000, e assume-se como uma medida que apresenta objetivos específicos e estratégicos tendo em vista a reforma económica, o aumento da empregabilidade e/ou o reforço da condição profissional do indivíduo, a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos através de uma cidadania ativa e da coesão social no âmbito de uma economia baseada no conhecimento. Neste plano, convém distinguir dois eixos de intervenção, um dirigido à população jovem e outro especialmente orientado para a população adulta. Neste estudo, em particular, estaremos mais focados para a população adulta. O processo de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC) está enquadrado na Iniciativa Novas Oportunidades, no eixo “adultos”, e apresenta-se como um dispositivo de educação e formação de adultos que compreende a certificação escolar e/ou profissional de adultos, através da valorização das aprendizagens adquiridas ao longo da vida fora do contexto escolar, incentivando, assim, a elaboração de um projeto de vida. O programa tem sido criticado por vários ramos da sociedade portuguesa, sendo acusado, por muitos órgãos da comunicação social e também por determinados líderes políticos, de facilitar o acesso a determinados níveis de ensino e de estar limitado apenas a “passar certificados”. No entanto o que podemos verificar através da realização deste trabalho foi que a Iniciativa Novas Oportunidades ajudou os formandos a obterem uma valorização pessoal contribuindo desta forma para uma espécie de justiça social.
Autores principais:Silva, Tatiana Regina da
Assunto:Capital humano Novas oportunidades Educação e formação de adultos Desemprego Human capital Education and training of adults Unemployment
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As expectativas do mercado de trabalho e da sociedade como um todo aumentam a pressão sobre os indivíduos que devem atingir determinados níveis de conhecimento e competências. A possibilidade de exclusão para quem não conseguiu adaptar-se ou não conseguiu atingir os objetivos exigidos pela sociedade é muito grande e as consequências disso são igualmente grandes e excludentes. Nesse contexto surge a Iniciativa Novas Oportunidades que é um programa integrante da política educativa do Governo Português (Ministério da Educação e Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social) e pretende facilitar o acesso à escolaridade por parte da população, que não teve acesso à educação em tempo útil (interromperam os estudos numa fase precoce) ou que não se vê espelhada nos moldes de educação convencionais, visando assim aumentar a percentagem de alfabetização e escolaridade em Portugal. A Iniciativa Novas Oportunidades foi apresentada formalmente no dia 14 de Dezembro de 2005 e aparece como uma estratégia que visa a implementação das diretrizes do Conselho Europeu de Lisboa de 2000, e assume-se como uma medida que apresenta objetivos específicos e estratégicos tendo em vista a reforma económica, o aumento da empregabilidade e/ou o reforço da condição profissional do indivíduo, a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos através de uma cidadania ativa e da coesão social no âmbito de uma economia baseada no conhecimento. Neste plano, convém distinguir dois eixos de intervenção, um dirigido à população jovem e outro especialmente orientado para a população adulta. Neste estudo, em particular, estaremos mais focados para a população adulta. O processo de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC) está enquadrado na Iniciativa Novas Oportunidades, no eixo “adultos”, e apresenta-se como um dispositivo de educação e formação de adultos que compreende a certificação escolar e/ou profissional de adultos, através da valorização das aprendizagens adquiridas ao longo da vida fora do contexto escolar, incentivando, assim, a elaboração de um projeto de vida. O programa tem sido criticado por vários ramos da sociedade portuguesa, sendo acusado, por muitos órgãos da comunicação social e também por determinados líderes políticos, de facilitar o acesso a determinados níveis de ensino e de estar limitado apenas a “passar certificados”. No entanto o que podemos verificar através da realização deste trabalho foi que a Iniciativa Novas Oportunidades ajudou os formandos a obterem uma valorização pessoal contribuindo desta forma para uma espécie de justiça social.