Publicação
O Espaço Para Uma Editora Feminista
| Resumo: | Esta dissertação pretende analisar o espaço existente para uma editora feminista no mercado editorial português, partindo de uma observação das mudanças socioeconómicas por que a indústria da edição tem passado e de como estas podem influenciar diretamente a própria função do editor. Dá, também, particular atenção à evolução das editoras independentes que, quando deixaram de ser a norma, tornaram-se subversivas na sua ética de trabalho e no seu catálogo. A edição feminista surge como o ponto de encontro entre estas mutações e as grandes temáticas do Feminismo. Desde as revistas criadas pelas primeiras sufragistas, as editoras feministas têm sido uma grande ferramenta para a proliferação das problemáticas do movimento. Com a comercialização e concentração do mercado editorial, no último século, estas editoras – maioritariamente independentes – tiveram o seu espaço no mercado reduzido e mais fragilizado. Analisa-se o seu trabalho de edição, considerando as parcialidades que o influenciam, como um ato de luta feminista e contra os problemas estruturais do mercado. Faz-se também um estudo de caso da Sibila Publicações, fundada por Inês Pedrosa e Gilson Lopes em 2017, cujo trabalho se tem focado na publicação de textos feministas previamente desconhecidos, ou já esquecidos, em Portugal. Esta editora, independente e feminista, mostra-se como o melhor exemplo português de como o mercado deixa pouco espaço para o crescimento de uma pequena editora. |
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| Autores principais: | Lourenço, Catarina da Silva |
| Assunto: | Edição Edição Feminista Editoras Feministas Feminismo Mulheres na Edição Sibila Publicações Editing Feminism Feminist Editing Feminist Publishers Women in Publishing |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Esta dissertação pretende analisar o espaço existente para uma editora feminista no mercado editorial português, partindo de uma observação das mudanças socioeconómicas por que a indústria da edição tem passado e de como estas podem influenciar diretamente a própria função do editor. Dá, também, particular atenção à evolução das editoras independentes que, quando deixaram de ser a norma, tornaram-se subversivas na sua ética de trabalho e no seu catálogo. A edição feminista surge como o ponto de encontro entre estas mutações e as grandes temáticas do Feminismo. Desde as revistas criadas pelas primeiras sufragistas, as editoras feministas têm sido uma grande ferramenta para a proliferação das problemáticas do movimento. Com a comercialização e concentração do mercado editorial, no último século, estas editoras – maioritariamente independentes – tiveram o seu espaço no mercado reduzido e mais fragilizado. Analisa-se o seu trabalho de edição, considerando as parcialidades que o influenciam, como um ato de luta feminista e contra os problemas estruturais do mercado. Faz-se também um estudo de caso da Sibila Publicações, fundada por Inês Pedrosa e Gilson Lopes em 2017, cujo trabalho se tem focado na publicação de textos feministas previamente desconhecidos, ou já esquecidos, em Portugal. Esta editora, independente e feminista, mostra-se como o melhor exemplo português de como o mercado deixa pouco espaço para o crescimento de uma pequena editora. |
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