Publicação
A fachada enquanto elemento mediador do conforto interior em edifícios de escritórios
| Resumo: | A fachada de um edifício de escritórios tem um papel crucial no seu desempenho energético e no conforto dos seus ocupantes. Este trabalho estuda a melhoria do conforto térmico, visual (iluminação natural) e eficiência energética, do projeto de um edifício de escritórios a construir na cidade do Porto, por meio da otimização da fachada. Através de simulações numéricas realizadas com recurso às ferramentas OpenStudio, EnergyPlus e Radiance, foram analisadas soluções de fachada para identificar as características geométricas e termofísicas capazes de proporcionar as melhores condições de conforto interior (térmico e visual) e eficiência energética. O trabalho de otimização partiu dum conjunto de soluções predefinidas como caso base, associado a um elevado consumo energético com elevadas cargas térmicas no interior e ele- vados ganhos solares na estação de arrefecimento, pela falta de elementos de sombreamento adequados. Verificou-se, também, que os valores das iluminâncias devidas à luz natural são excessivos, e que existem elevadas probabilidades de encandeamento, durante os períodos de utilização do edifício. No decorrer do trabalho, identificaram-se as estratégias de sombreamento mais eficazes, adaptadas para cada orientação solar, diminuindo o desconforto interior (térmico e visual) do edifício em estudo. De igual modo, foi possível estudar uma estratégia de ventilação natural que permita reduzir as necessidades de arrefecimento (maior consumo energético do edifício em estudo) e implementar um sistema de painéis fotovoltaicos integrados na fachada (BIPV), para geração de energia. As melhorias identificadas nas fachadas apontam para uma redução de 42% do consumo energético total, em consequência de uma diminuição de 60% da energia necessária para o arrefecimento, e uma melhoria do conforto visual, com uma diminuição de 78% do número total de horas anuais de iluminação excessiva. |
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| Autores principais: | Monteiro, João Carlos Silva Dias |
| Assunto: | Simulação numérica Conforto Térmico Conforto Visual Eficiência Energética Ventilação Natural Edifício de Escritórios |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A fachada de um edifício de escritórios tem um papel crucial no seu desempenho energético e no conforto dos seus ocupantes. Este trabalho estuda a melhoria do conforto térmico, visual (iluminação natural) e eficiência energética, do projeto de um edifício de escritórios a construir na cidade do Porto, por meio da otimização da fachada. Através de simulações numéricas realizadas com recurso às ferramentas OpenStudio, EnergyPlus e Radiance, foram analisadas soluções de fachada para identificar as características geométricas e termofísicas capazes de proporcionar as melhores condições de conforto interior (térmico e visual) e eficiência energética. O trabalho de otimização partiu dum conjunto de soluções predefinidas como caso base, associado a um elevado consumo energético com elevadas cargas térmicas no interior e ele- vados ganhos solares na estação de arrefecimento, pela falta de elementos de sombreamento adequados. Verificou-se, também, que os valores das iluminâncias devidas à luz natural são excessivos, e que existem elevadas probabilidades de encandeamento, durante os períodos de utilização do edifício. No decorrer do trabalho, identificaram-se as estratégias de sombreamento mais eficazes, adaptadas para cada orientação solar, diminuindo o desconforto interior (térmico e visual) do edifício em estudo. De igual modo, foi possível estudar uma estratégia de ventilação natural que permita reduzir as necessidades de arrefecimento (maior consumo energético do edifício em estudo) e implementar um sistema de painéis fotovoltaicos integrados na fachada (BIPV), para geração de energia. As melhorias identificadas nas fachadas apontam para uma redução de 42% do consumo energético total, em consequência de uma diminuição de 60% da energia necessária para o arrefecimento, e uma melhoria do conforto visual, com uma diminuição de 78% do número total de horas anuais de iluminação excessiva. |
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