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A Imprensa Portuguesa e a Guerra. 1914-1918. Os jornais intervencionistas e anti-intervencionistas. A acção da censura e da propaganda

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Resumo:Esta tese de doutoramento, intitulada A Imprensa Portuguesa e a Guerra. 1914-1918. Os jornais intervencionistas e anti-intervencionistas. A acção da Censura e da Propaganda, reflecte acerca da natureza e da intensidade da relação existente entre a imprensa portuguesa (intervencionista e anti-intervencionista) e o fenómeno da Primeira Guerra Mundial decorrida entre 1914 e 1918 e, fundamentalmente, no período compreendido entre 1916 e 1918, dado que este é o tempo em que Portugal participou, como força aliada, no conflito mundial. Simultaneamente, explicita a legislação republicana da imprensa que, num primeiro momento, regulamenta a actividade dos jornais, jornalistas e tipógrafos, num clima de liberdade de imprensa, tipicamente liberal, e até então inexistente em Portugal. Mas que, num segundo momento, limita essa liberdade, e, num terceiro, suspende essa liberdade de imprensa, proibindo a publicação de notícias, de opiniões e de imagens consideradas contrárias ao interesse nacional. Deste modo, este estudo confirma a introdução, ao tempo da República, da censura, ainda que, em rigor, da censura de guerra. Ou seja: à semelhança do que aconteceu em outros países beligerantes, de ambos os lados do conflito, em Portugal, durante a guerra, a imprensa desempenha um papel activo na formação da opinião pública. Assim, confirma a afirmação de Karl Kraus, em Novembro de 1914, de que as nações são diferentes mas a imprensa é igual por todo o lado e tem um papel maior nesta Primeira Guerra Mundial. A imprensa é significativa para a formação da opinião pública, porque, quer espontaneamente, quer por via das limitações e das imposições da censura de guerra, é parte activa na manipulação do espírito dos portugueses, manipulando a favor ou contra a ida do exército português para os campos de batalha na Flandres. Evidentemente, o seu poder é ainda maior quando se encontra ao serviço da máquina de propaganda colocada em marcha pelo Ministério da Guerra tutelado por Norton de Matos. Em suma: apesar da imprensa portuguesa não ser tão poderosa quão a imprensa britânica, francesa, americana ou alemã, e apesar da máquina de propaganda de guerra montada por Norton de Matos não ser tão evoluída quanto a daqueles mesmos estados, e ainda apesar da acção da censura de guerra entre nós não ter sido tão apertada quanto naqueles mesmos países, a verdade é que, em Portugal, a imprensa foi uma arma poderosa, primeiro, no combate que se travou entre intervencionistas e anti-intervencionistas e, depois, na influência junto das famílias portuguesas, quer quando partiam os familiares, quer quando regressavam mutilados, quer ainda quando regressavam sem vida ou, simplesmente, não regressavam. Estas e outras questões são abordadas nesta dissertação que redigimos tendo em conta os contributos metodológicos das ciências da comunicação e da história dos media, da cultura e das ideias políticas.
Autores principais:Novais, Noémia da Encarnação Padilha Malva
Assunto:Imprensa Primeira Guerra Mundial Censura Propaganda
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
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