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Chamar as coisas pelos nomes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Uma dificuldade apontada por investigadores de Música na Comunidade (MC) é a ambiguidade do termo. Uma revisão de literatura sobre a prática demonstra a carência de uma definição concisa e directa do que é MC, e a que projectos se aplica. A própria Community Music Association define a prática através de uma lista de características ambíguas partilhadas entre os projectos. No entanto, esta lista não é suficientemente abrangente para englobar todos os projectos que têm vindo a ser denominados como “projectos de música na comunidade”. A definição mais comum do conceito é de que a MC é uma prática social e artística que proporciona oportunidades de participação, criação e geração de projectos musicais multidisciplinares a pessoas que regularmente não têm acesso a essas experiências. Os projectos de MC podem ser: participativos ou não; performativos ou não; regulares ou pontuais; entre outros factores possivelmente antagónicos, difíceis de englobar sob um único termo. Esta indefinição também se estende a áreas mais abrangentes como a Arte Comunitária, com a qual se irão tecer comparações. Autores como Mark Rimmer (2015), Claire Bishop (2012), François Matarasso (2019) e Lee Higgins (2012) revelaram dificuldades na reflexão sobre este tipo de projectos devido à abrangência dos termos (Arte Comunitária e Música na Comunidade). Ao longo desta comunicação serão propostas categorias taxonómicas de diferentes projectos de Música na Comunidade, assentes em características como as supracitadas, entre outras. Essas propostas são baseadas na análise de literatura sobre Arte Comunitária e Música na Comunidade, assim como na recolha e análise deste tipo de projectos que está a ser efectuada pelo autor. Pretende-se elucidar e facilitar a reflexão sobre este tipo de projectos, levando a um melhor entendimento da prática e das suas manifestações, e uma facilitação do discurso sobre a MC e sobre o seu impacto.
Autores principais:Graça, Jorge
Outros Autores:Rodrigues, Helena
Assunto:Música na Comunidade Semântica Taxonomia Arte Comunitária
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Uma dificuldade apontada por investigadores de Música na Comunidade (MC) é a ambiguidade do termo. Uma revisão de literatura sobre a prática demonstra a carência de uma definição concisa e directa do que é MC, e a que projectos se aplica. A própria Community Music Association define a prática através de uma lista de características ambíguas partilhadas entre os projectos. No entanto, esta lista não é suficientemente abrangente para englobar todos os projectos que têm vindo a ser denominados como “projectos de música na comunidade”. A definição mais comum do conceito é de que a MC é uma prática social e artística que proporciona oportunidades de participação, criação e geração de projectos musicais multidisciplinares a pessoas que regularmente não têm acesso a essas experiências. Os projectos de MC podem ser: participativos ou não; performativos ou não; regulares ou pontuais; entre outros factores possivelmente antagónicos, difíceis de englobar sob um único termo. Esta indefinição também se estende a áreas mais abrangentes como a Arte Comunitária, com a qual se irão tecer comparações. Autores como Mark Rimmer (2015), Claire Bishop (2012), François Matarasso (2019) e Lee Higgins (2012) revelaram dificuldades na reflexão sobre este tipo de projectos devido à abrangência dos termos (Arte Comunitária e Música na Comunidade). Ao longo desta comunicação serão propostas categorias taxonómicas de diferentes projectos de Música na Comunidade, assentes em características como as supracitadas, entre outras. Essas propostas são baseadas na análise de literatura sobre Arte Comunitária e Música na Comunidade, assim como na recolha e análise deste tipo de projectos que está a ser efectuada pelo autor. Pretende-se elucidar e facilitar a reflexão sobre este tipo de projectos, levando a um melhor entendimento da prática e das suas manifestações, e uma facilitação do discurso sobre a MC e sobre o seu impacto.