Publicação
Actividade física, obesidade e saúde : uma perspectiva evolutiva
| Resumo: | RESUMO - Vários estudos epidemiológicos têm mostrado uma clara relação entre a actividade física e o risco de doenças cárdio- vasculares, a doença das artérias coronárias, a diabetes de tipo 2 e alguns tipos de cancros na mulher. Apesar do acumular de investigação no sentido da confirmação da importância da actividade física na saúde, as tendências actuais demonstram um aumento do sedentarismo nas sociedades desenvolvidas. Em paralelo com este sedentarismo generalizado das populações ocidentais, a prevalência de obesidade tem também aumentado dramaticamente, tendo sido considerada pela Organização Mundial de Saúde a epidemia do século XX. Portugal apresenta uma evolução semelhante à generalidade dos países europeus, com aumentos de obesidade em jovens adultos recrutas de 0,9% em 1985 para 2,9% em 1998. Estes valores não são alarmantes no contexto das sociedades actuais; contudo, a velocidade de aumento em tão pouco tempo em pessoas tão jovens é preocupante. Numa amostra de estudantes da Universidade de Coimbra, 2835 rapazes e 3366 raparigas com idades compreendidas entre os 18 e 23 anos e observados entre 1995 e 2001, o excesso de peso foi de 20,3% nos rapazes e 10,5% nas raparigas e a obesidade foi de 2,7% nos rapazes e 1,3% nas raparigas. À semelhança do que acontece nos países desenvolvidos, nesta amostra de universitários verificou-se uma maior percentagem de obesidade em filhos cujos pais possuem um baixo grau de instrução e uma menor percentagem nos filhos de pais com um grau de instrução superior. O nível de sedentarismo das sociedades actuais deriva, entre outros factores, da evolução cultural da humanidade. Durante 95% a 99% da história da humanidade, as populações viveram com um padrão de subsistência de caçadores-recolectores em que despendiam muita energia para adquirir alimentos para a sua subsistência. Actualmente, os alimentos estão disponíveis em abundância, sendo necessário um pequeno dispêndio de energia para os adquirir, o que provoca um acentuado desequilíbrio do nosso balanço energético. |
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| Autores principais: | Padez, Cristina |
| Ano: | 2002 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | RESUMO - Vários estudos epidemiológicos têm mostrado uma clara relação entre a actividade física e o risco de doenças cárdio- vasculares, a doença das artérias coronárias, a diabetes de tipo 2 e alguns tipos de cancros na mulher. Apesar do acumular de investigação no sentido da confirmação da importância da actividade física na saúde, as tendências actuais demonstram um aumento do sedentarismo nas sociedades desenvolvidas. Em paralelo com este sedentarismo generalizado das populações ocidentais, a prevalência de obesidade tem também aumentado dramaticamente, tendo sido considerada pela Organização Mundial de Saúde a epidemia do século XX. Portugal apresenta uma evolução semelhante à generalidade dos países europeus, com aumentos de obesidade em jovens adultos recrutas de 0,9% em 1985 para 2,9% em 1998. Estes valores não são alarmantes no contexto das sociedades actuais; contudo, a velocidade de aumento em tão pouco tempo em pessoas tão jovens é preocupante. Numa amostra de estudantes da Universidade de Coimbra, 2835 rapazes e 3366 raparigas com idades compreendidas entre os 18 e 23 anos e observados entre 1995 e 2001, o excesso de peso foi de 20,3% nos rapazes e 10,5% nas raparigas e a obesidade foi de 2,7% nos rapazes e 1,3% nas raparigas. À semelhança do que acontece nos países desenvolvidos, nesta amostra de universitários verificou-se uma maior percentagem de obesidade em filhos cujos pais possuem um baixo grau de instrução e uma menor percentagem nos filhos de pais com um grau de instrução superior. O nível de sedentarismo das sociedades actuais deriva, entre outros factores, da evolução cultural da humanidade. Durante 95% a 99% da história da humanidade, as populações viveram com um padrão de subsistência de caçadores-recolectores em que despendiam muita energia para adquirir alimentos para a sua subsistência. Actualmente, os alimentos estão disponíveis em abundância, sendo necessário um pequeno dispêndio de energia para os adquirir, o que provoca um acentuado desequilíbrio do nosso balanço energético. |
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