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Os Encantados nas festas do Divino
| Summary: | Anualmente realizam-se em São Luís (Maranhão) cerca de 80 festas do Divino Espírito Santo, a maioria em terreiros de tambor de mina e envolvendo a construção de articulações várias entre as festas e entidades e rituais afrorreligiosos. Neste artigo centro-me na participação dos encantados (voduns, orixás, nobres, princesas e caboclos) em distintos segmentos rituais das festas, situados ora do lado da estrutura, ora do lado da antiestrutura. Mostro que essa participação se faz de acordo com a divisão dessas entidades em dois grandes grupos, também eles situados do lado da estrutura (voduns, orixás, nobres e princesas) e do lado da antiestrutura (caboclos). Pode-se, portanto, falar em congruência estrutural entre as festas do Divino e os grandes princípios organizadores do panteão e do ritual do tambor de mina. Argumento que essa congruência é ativamente construída pelos terreiros e é central para entender os processos de apropriação das festas pelo tambor de mina. |
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| Main Authors: | Leal, João |
| Subject: | Afro-Brasilian religions Festivals Holy Ghost Maranhão Tambor de mina Festivais Religion Religião Religiões Afro-Brasileiras Festa Brasil Cultural Studies Anthropology Social Sciences (miscellaneous) |
| Year: | 2019 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade Nova de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório Institucional da UNL |
| Summary: | Anualmente realizam-se em São Luís (Maranhão) cerca de 80 festas do Divino Espírito Santo, a maioria em terreiros de tambor de mina e envolvendo a construção de articulações várias entre as festas e entidades e rituais afrorreligiosos. Neste artigo centro-me na participação dos encantados (voduns, orixás, nobres, princesas e caboclos) em distintos segmentos rituais das festas, situados ora do lado da estrutura, ora do lado da antiestrutura. Mostro que essa participação se faz de acordo com a divisão dessas entidades em dois grandes grupos, também eles situados do lado da estrutura (voduns, orixás, nobres e princesas) e do lado da antiestrutura (caboclos). Pode-se, portanto, falar em congruência estrutural entre as festas do Divino e os grandes princípios organizadores do panteão e do ritual do tambor de mina. Argumento que essa congruência é ativamente construída pelos terreiros e é central para entender os processos de apropriação das festas pelo tambor de mina. |
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