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A repetição como estratégia de (re)formulação em discursos políticos de autoria feminina e masculina

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O artigo tem como proposta abordar a repetição como estratégia linguística de formulação textual, com o intuito de relacionar a sua ocorrência com duas questões: a da identidade social de género e a do género textual. Aliando os pressupostos teórico-metodológicos do Interacionismo Sociodiscursivo (Bronckart, [1997]1999), nomeadamente respeitantes aos tipos discursivos, e a proposta de estruturas de repetição de Marcuschi (1996, 2006), o estudo baseia-se na análise comparativa de textos que conformam discursos políticos de tomada de posse, produzidos por mulheres e homens de destaque, e visa: – na perspetiva do género textual, identificar as estruturas de repetição que se colocam em evidência e perceber em que medida são constitutivas desses textos; – na ótica da identidade de género, aferir se essa estratégia é tendencialmente utilizada por instâncias produtoras femininas ou por masculinas, no processo de implicação textual. Os dados observados assumem-se promissores, ainda que provisórios: a repetição parece ser uma característica daqueles textos; e um recurso explorado com maior ênfase por mulheres em segmentos que traduzem a sua implicação no texto.
Autores principais:Joaquim, Carolina
Assunto:Reformulação Repetição Discursos políticos de tomada de posse Género Implicação
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O artigo tem como proposta abordar a repetição como estratégia linguística de formulação textual, com o intuito de relacionar a sua ocorrência com duas questões: a da identidade social de género e a do género textual. Aliando os pressupostos teórico-metodológicos do Interacionismo Sociodiscursivo (Bronckart, [1997]1999), nomeadamente respeitantes aos tipos discursivos, e a proposta de estruturas de repetição de Marcuschi (1996, 2006), o estudo baseia-se na análise comparativa de textos que conformam discursos políticos de tomada de posse, produzidos por mulheres e homens de destaque, e visa: – na perspetiva do género textual, identificar as estruturas de repetição que se colocam em evidência e perceber em que medida são constitutivas desses textos; – na ótica da identidade de género, aferir se essa estratégia é tendencialmente utilizada por instâncias produtoras femininas ou por masculinas, no processo de implicação textual. Os dados observados assumem-se promissores, ainda que provisórios: a repetição parece ser uma característica daqueles textos; e um recurso explorado com maior ênfase por mulheres em segmentos que traduzem a sua implicação no texto.