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Forma e Significação no Projeto Urbano: os Casos de Tróia Cidade-Jardim e da Zona J na Área de Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Desde a época moderna, as cidades têm vindo a sofrer grandes transformações. Pela primeira vez, foram projetadas de raiz partes inteiras de cidades para responder às exigências das grandes massas populacionais que chegavam à cidade à procura de emprego e melhores condições de vida. O estudo apresentado nestas páginas concentra-se na conceção de modelos urbanos ideais, e a consequente exportação para contextos diferentes como medida para o desenvolvimento e a resolução da desigualdade e da marginalização económica e social de certa parte da população. Neste sentido, será discutida a dimensão ideológica que podem assumir a forma e o processo de apropriação efetiva por parte dos utentes. Os estudos de caso apresentados serão os seguintes: o projeto da cidade de lazer “Troia, Cidade Jardim” (1970) e o bairro social “Zona J” (1980) na área metropolitana de Lisboa. O primeiro, “Troia, Cidade Jardim”, foi construído na península de Troia, a sul de Lisboa; o segundo localiza-se na parte oriental de Lisboa. Apesar de terem finalidades diferentes (um foi pensado para a classe média e o turismo, o outro é um bairro de realojamento), ambos apresentam o mesmo projeto formal. Se Troia continua a representar um destino turístico moderno e de qualidade, a Zona J, por outro lado, tornou-se o emblema da degradação. O que inicialmente foi pensado como um projeto de requalificação e integração urbana acaba por se tornar um elemento ulterior de estigmatização. Através da comparação de intenções iniciais, o que foi construído e os usos efetivos dos espaços construídos, tentou-se responder às perguntas que subjazem a este trabalho: pode a forma urbana incidir sobre o comportamento e os modos de vida das pessoas? Existem soluções universalmente válidas? Quem toma esta decisão?
Autores principais:De Vincenzi, Manuela
Assunto:Projetação Urbana Forma; Tróia Ideologia Direito à Cidade Zona J (Chelas) Ideology Shape
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Desde a época moderna, as cidades têm vindo a sofrer grandes transformações. Pela primeira vez, foram projetadas de raiz partes inteiras de cidades para responder às exigências das grandes massas populacionais que chegavam à cidade à procura de emprego e melhores condições de vida. O estudo apresentado nestas páginas concentra-se na conceção de modelos urbanos ideais, e a consequente exportação para contextos diferentes como medida para o desenvolvimento e a resolução da desigualdade e da marginalização económica e social de certa parte da população. Neste sentido, será discutida a dimensão ideológica que podem assumir a forma e o processo de apropriação efetiva por parte dos utentes. Os estudos de caso apresentados serão os seguintes: o projeto da cidade de lazer “Troia, Cidade Jardim” (1970) e o bairro social “Zona J” (1980) na área metropolitana de Lisboa. O primeiro, “Troia, Cidade Jardim”, foi construído na península de Troia, a sul de Lisboa; o segundo localiza-se na parte oriental de Lisboa. Apesar de terem finalidades diferentes (um foi pensado para a classe média e o turismo, o outro é um bairro de realojamento), ambos apresentam o mesmo projeto formal. Se Troia continua a representar um destino turístico moderno e de qualidade, a Zona J, por outro lado, tornou-se o emblema da degradação. O que inicialmente foi pensado como um projeto de requalificação e integração urbana acaba por se tornar um elemento ulterior de estigmatização. Através da comparação de intenções iniciais, o que foi construído e os usos efetivos dos espaços construídos, tentou-se responder às perguntas que subjazem a este trabalho: pode a forma urbana incidir sobre o comportamento e os modos de vida das pessoas? Existem soluções universalmente válidas? Quem toma esta decisão?