Publicação
O uso do solo como factor de influência na evolução de um sapal. Casos de estudo do Sapal de Corroios e do Sapal de Pancas
| Resumo: | Os sapais são sistemas altamente sensíveis e que têm de ser protegidos contra o crescimento urbano e de serviços que se tem feito sentir desde o século XX. O sapal de Corroios e o sapal de Pancas pertencem ambos ao estuário do Tejo no entanto, apresentam características muito diferentes. Para além do primeiro apresentar um recessão, influenciada pelos processos erosivos e dinâmica estuarina a mudança do uso do solo é também um factor que interferiu, ao longo dos anos com a evolução do sapal. Já o sapal de Pancas apresenta uma acreção de vegetação e uma maior permanência dos usos do solo originais. O estudo do uso do solo nestas duas áreas é realizada tendo em conta os anos de 1947, 1977, 1989, 1999, 2004 e 2010. Os resultados indicam que a área A, em volta ao sapal de Corroios, sofreu um boom populacional e um crescimento de tecido urbano e área industrial de 12,9 % e 6,1 %, respectivamente. Este sapal também apresenta uma forte actividade de aquacultura, actividade esta que interfere com o crescimento deste tipo de vegetação. A juntar à fraca sedimentação que este sapal apresenta, a poluição difusa proveniente do tecido urbano e industrial é também um dos factores da recessão do sapal de Corroios. A sinergia destas características provoca uma diminuição durante os anos de estudo sendo o valor final da perda de 0,6 km2. O sapal de Pancas para além de usufruir de uma taxa de sedimentação superior ao processo de erosão também apresenta outro factor favorável ao seu crescimento. O uso do solo em seu redor tem-se mantido, relativamente, no estado natural desde o início deste estudo. Ao contrário do caso de estudo do sapal de Corroios os temas maioritários são a “Floresta e vegetação arbórea aberta” e “Áreas Agrícolas e de pastagem”. Regista-se, assim, um aumento de 1,3 % da área de sapal o que corresponde a 2,1 km2. |
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| Autores principais: | Gaspar, Catarina Isabel Salgueiro Duarte |
| Assunto: | Uso do solo Crescimento urbano Sapal de Corroios Sapal de Pancas Poluição difusa |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Os sapais são sistemas altamente sensíveis e que têm de ser protegidos contra o crescimento urbano e de serviços que se tem feito sentir desde o século XX. O sapal de Corroios e o sapal de Pancas pertencem ambos ao estuário do Tejo no entanto, apresentam características muito diferentes. Para além do primeiro apresentar um recessão, influenciada pelos processos erosivos e dinâmica estuarina a mudança do uso do solo é também um factor que interferiu, ao longo dos anos com a evolução do sapal. Já o sapal de Pancas apresenta uma acreção de vegetação e uma maior permanência dos usos do solo originais. O estudo do uso do solo nestas duas áreas é realizada tendo em conta os anos de 1947, 1977, 1989, 1999, 2004 e 2010. Os resultados indicam que a área A, em volta ao sapal de Corroios, sofreu um boom populacional e um crescimento de tecido urbano e área industrial de 12,9 % e 6,1 %, respectivamente. Este sapal também apresenta uma forte actividade de aquacultura, actividade esta que interfere com o crescimento deste tipo de vegetação. A juntar à fraca sedimentação que este sapal apresenta, a poluição difusa proveniente do tecido urbano e industrial é também um dos factores da recessão do sapal de Corroios. A sinergia destas características provoca uma diminuição durante os anos de estudo sendo o valor final da perda de 0,6 km2. O sapal de Pancas para além de usufruir de uma taxa de sedimentação superior ao processo de erosão também apresenta outro factor favorável ao seu crescimento. O uso do solo em seu redor tem-se mantido, relativamente, no estado natural desde o início deste estudo. Ao contrário do caso de estudo do sapal de Corroios os temas maioritários são a “Floresta e vegetação arbórea aberta” e “Áreas Agrícolas e de pastagem”. Regista-se, assim, um aumento de 1,3 % da área de sapal o que corresponde a 2,1 km2. |
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