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O absurdo na Arte Ocidental: A Angústia Existencial na Época Contemporânea

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação tem dois objectivos. Um primeiro, de carácter diacrónico, que pretende identificar, caracterizar e compreender (com exemplos de particular relevo) algumas práticas artísticas a partir do século XX assentes na problemática das relações entre a Arte e o Absurdo existencialista, de modo a evidenciar o fio condutor que tem permanecido entre ambos até aos dias de hoje; absurdo que expressa a complexidade do Homem, a sua libertação das exigências da lógica e da razão, num momento histórico caótico pleno de contradições. Um segundo objectivo é o de perceber o rasto deixado por esta intercepção na cultura contemporânea da sociedade global, emancipada que foi pelo carácter visionário das vanguardas. Trata-se de averiguar a partir de uma nova leitura que alarga as abordagens convencionais sobre o tema, no contexto português e internacional, se as obras desses artistas que estreitaram ligações com o absurdo ligando-o à contingência do ser-humano, à impotência da razão, à alienação, à solidão, ao nada e à finitude, “contaminaram” a produção artística e cultural da actualidade e em caso afirmativo, em que termos, ou seja, se presentemente o absurdo não está centrado (ou não está apenas centrado) nessa ligação à condição existencial do Homem, mas tem um novo objeto convolando-se à obra de arte, ela própria, em obra absurda, e de, na ânsia de estetização do je ne sais quoi, promover um mundo sem mundo.
Autores principais:Arrifano, Pedro Miguel Remédio Gomes
Assunto:Absurdo da existência Arte ocidental Angústia Arte Contemporânea Absurdity of Existence Western Art Anguish Contemporary Art
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A presente investigação tem dois objectivos. Um primeiro, de carácter diacrónico, que pretende identificar, caracterizar e compreender (com exemplos de particular relevo) algumas práticas artísticas a partir do século XX assentes na problemática das relações entre a Arte e o Absurdo existencialista, de modo a evidenciar o fio condutor que tem permanecido entre ambos até aos dias de hoje; absurdo que expressa a complexidade do Homem, a sua libertação das exigências da lógica e da razão, num momento histórico caótico pleno de contradições. Um segundo objectivo é o de perceber o rasto deixado por esta intercepção na cultura contemporânea da sociedade global, emancipada que foi pelo carácter visionário das vanguardas. Trata-se de averiguar a partir de uma nova leitura que alarga as abordagens convencionais sobre o tema, no contexto português e internacional, se as obras desses artistas que estreitaram ligações com o absurdo ligando-o à contingência do ser-humano, à impotência da razão, à alienação, à solidão, ao nada e à finitude, “contaminaram” a produção artística e cultural da actualidade e em caso afirmativo, em que termos, ou seja, se presentemente o absurdo não está centrado (ou não está apenas centrado) nessa ligação à condição existencial do Homem, mas tem um novo objeto convolando-se à obra de arte, ela própria, em obra absurda, e de, na ânsia de estetização do je ne sais quoi, promover um mundo sem mundo.