Publicação
À sombra dos príncipes. A heráldica dos Sousas no mosteiro de Santa Maria da Vitória da Batalha
| Resumo: | Os Sousões medievais recorreram a diferentes estratégias de inumação como forma de afirmação da sua identidade e conservação da sua memória. Tais estratégias procuraram amiúde realçar a proximidade entre aquela linhagem e a dinastia régia: contiguidade patente na vida de corte, mas que se procurava prolongar também nos locais de descanso eterno. Sob este prisma, o escopo da presente comunicação consiste em compreender a integração do lugar fúnebre dos Sousas no conjunto tumular do Mosteiro da Batalha, dominado pela família real. Compreensão que ocorre, em primeiro lugar, tendo em conta a colocação das manifestações heráldicas, quer no âmbito espacial da igreja que as acolhe, quer na escolha dos elementos arquitectónicos ou artísticos em que se inserem. Mais além, contudo, a referida integração liga-se igualmente à transposição da ideia de uma hierarquização em vida para uma hierarquização na morte. E, por fim, a presença das armas dos Sousas providencia uma ligação directa à mensagem sagrada atribuída às quinas régias, proporcionando uma apropriação deste seu entendimento simbólico. Deste modo, assiste-se a um fenómeno dúplice e complementar: à heraldização do espaço sagrado corresponde a sacralização da heráldica. |
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| Autores principais: | Seixas, Miguel Metelo de |
| Outros Autores: | Portugal, João António |
| Assunto: | heráldica Mosteiro da Batalha memória nobreza património |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Os Sousões medievais recorreram a diferentes estratégias de inumação como forma de afirmação da sua identidade e conservação da sua memória. Tais estratégias procuraram amiúde realçar a proximidade entre aquela linhagem e a dinastia régia: contiguidade patente na vida de corte, mas que se procurava prolongar também nos locais de descanso eterno. Sob este prisma, o escopo da presente comunicação consiste em compreender a integração do lugar fúnebre dos Sousas no conjunto tumular do Mosteiro da Batalha, dominado pela família real. Compreensão que ocorre, em primeiro lugar, tendo em conta a colocação das manifestações heráldicas, quer no âmbito espacial da igreja que as acolhe, quer na escolha dos elementos arquitectónicos ou artísticos em que se inserem. Mais além, contudo, a referida integração liga-se igualmente à transposição da ideia de uma hierarquização em vida para uma hierarquização na morte. E, por fim, a presença das armas dos Sousas providencia uma ligação directa à mensagem sagrada atribuída às quinas régias, proporcionando uma apropriação deste seu entendimento simbólico. Deste modo, assiste-se a um fenómeno dúplice e complementar: à heraldização do espaço sagrado corresponde a sacralização da heráldica. |
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