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A rádio e os jovens na cultura contemporânea: usos e hábitos em Portugal e Brasil

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Resumo:Esta tese articula três principais eixos de investigação: a rádio, como meio de comunicação de massa e área de estudos em Ciências da Comunicação; os jovens, um público por vezes negligenciado nos estudos da área, porém muito importante no atual contexto histórico, social e mediático; e os novos media, componentes relevantes nesse mesmo contexto e atores de mudanças estruturais nos comportamentos dos utilizadores com os media em geral. Na atualidade, as relações entre a juventude e os media estão sujeitas a uma metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. A escrita, a leitura, a visão, a audição, assim como a criação e aprendizagem são capturadas por uma tecnologia cada vez mais avançada, cujos principais utilizadores são os jovens. Através da convergência tecnológica acredita-se que a produção e o consumo de informação possam acontecer de forma mais eficiente. E foi nesse cenário de inovação tecnológica que a rádio deixou de ser um meio consumido através de apenas um dispositivo; hoje, pode-se consumir diversos conteúdos radiofónicos em outros aparelhos, muitas vezes através internet que criou um alcance universal aos ouvintes. Por isso, é preciso questionar: que usos e hábitos de consumo radiofónico surgem? É possível então delinear uma cultura própria do jovem em relação à rádio e seu consumo? Para analisar as relações entre rádio, jovens e novos media, além de uma revisão bibliográfica acerca dos temas, foram realizados inquéritos com 160 jovens portugueses e brasileiros, de 15 a 18 anos, de escolas privadas de Lisboa e Porto Alegre, respectivamente. O objectivo com os inquéritos foi levantar aspetos diretamente relacionados ao consumo radiofónico dos jovens: conteúdos consumidos, dispositivos utilizados, hábitos de frequência e tempo de escuta, a influência da família, o papel da rádio no seu quotidiano, entre outros. A partir das respostas dos jovens, foram desenvolvidas três etapas de análise: a primeira, mais descritiva e quantitativa, foca-se na exposição dos resultados em cada país; a segunda, já mais qualitativa, dedica-se ao levantamento de diferenças e semelhanças no consumo radiofónico dos jovens portugueses e brasileiros com o intuito de apontar elementos para uma possível cultura propriamente juvenil em relação à rádio; e a terceira, a fim de evitar a massificação dos resultados e dos participantes, reside na análise personificada e aprofundada de dez perfis selecionados pela relevância de suas respostas. Verificou-se uma forte presença ainda dos dispositivos tradicionais para o consumo radiofónico, apesar da tendência dos jovens para as novas tecnologias, um protagonismo do auto-rádio e do carro como local de escuta, uma influência significativa da família na dieta mediática da juventude, a centralidade da música e a valorização da informação como conteúdos radiofónicos, a domesticação do telemóvel e a noção da rádio como entretenimento e companhia. Todos esses indícios contribuem para a constituição de uma possível cultura jovem de consumo radiofónico, especialmente lusófona.
Autores principais:Weigelt, Diego
Assunto:Rádio young people jovens new media novos media media convergence convergência mediática
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Esta tese articula três principais eixos de investigação: a rádio, como meio de comunicação de massa e área de estudos em Ciências da Comunicação; os jovens, um público por vezes negligenciado nos estudos da área, porém muito importante no atual contexto histórico, social e mediático; e os novos media, componentes relevantes nesse mesmo contexto e atores de mudanças estruturais nos comportamentos dos utilizadores com os media em geral. Na atualidade, as relações entre a juventude e os media estão sujeitas a uma metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. A escrita, a leitura, a visão, a audição, assim como a criação e aprendizagem são capturadas por uma tecnologia cada vez mais avançada, cujos principais utilizadores são os jovens. Através da convergência tecnológica acredita-se que a produção e o consumo de informação possam acontecer de forma mais eficiente. E foi nesse cenário de inovação tecnológica que a rádio deixou de ser um meio consumido através de apenas um dispositivo; hoje, pode-se consumir diversos conteúdos radiofónicos em outros aparelhos, muitas vezes através internet que criou um alcance universal aos ouvintes. Por isso, é preciso questionar: que usos e hábitos de consumo radiofónico surgem? É possível então delinear uma cultura própria do jovem em relação à rádio e seu consumo? Para analisar as relações entre rádio, jovens e novos media, além de uma revisão bibliográfica acerca dos temas, foram realizados inquéritos com 160 jovens portugueses e brasileiros, de 15 a 18 anos, de escolas privadas de Lisboa e Porto Alegre, respectivamente. O objectivo com os inquéritos foi levantar aspetos diretamente relacionados ao consumo radiofónico dos jovens: conteúdos consumidos, dispositivos utilizados, hábitos de frequência e tempo de escuta, a influência da família, o papel da rádio no seu quotidiano, entre outros. A partir das respostas dos jovens, foram desenvolvidas três etapas de análise: a primeira, mais descritiva e quantitativa, foca-se na exposição dos resultados em cada país; a segunda, já mais qualitativa, dedica-se ao levantamento de diferenças e semelhanças no consumo radiofónico dos jovens portugueses e brasileiros com o intuito de apontar elementos para uma possível cultura propriamente juvenil em relação à rádio; e a terceira, a fim de evitar a massificação dos resultados e dos participantes, reside na análise personificada e aprofundada de dez perfis selecionados pela relevância de suas respostas. Verificou-se uma forte presença ainda dos dispositivos tradicionais para o consumo radiofónico, apesar da tendência dos jovens para as novas tecnologias, um protagonismo do auto-rádio e do carro como local de escuta, uma influência significativa da família na dieta mediática da juventude, a centralidade da música e a valorização da informação como conteúdos radiofónicos, a domesticação do telemóvel e a noção da rádio como entretenimento e companhia. Todos esses indícios contribuem para a constituição de uma possível cultura jovem de consumo radiofónico, especialmente lusófona.