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As obras para banda de Inácio António de Santa Teresa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Entusiasta amador de música, trompista, D. Duarte Manuel de Noronha, 5.º Marquês de Tancos, copiou algumas obras para banda de Inácio António de Santa Teresa, que se constitui como um dos mais antigos repositórios de obras para banda de autor português, datado da primeira metade da centúria oitocentista. Marcha e Ritirada terão sido copiadas pelo aristocrata português para a prática musical do seu efectivo musical doméstico, a que faz menção o correspondente português da Allgemeine Musikalisches Zeitung. Nesse sentido, as obras ofertam-nos ainda uma mais ampla perspectiva, que se acerca da "consciência histórica" dos dilettanti e "professores" portugueses sobre o património musical nacional, e nas eventuais adequação da obra ao gosto musical oitocentista português ou na sua cópia e execução fidedigna. Tomamos ainda como objectos de estudo os tercetos e quartetos de Manuel António Correia para a prática doméstica do Conde de Redondo e a actividade musical conjunta de Fernando de Sousa Coutinho, João José Garcia Alagarim e Joaquim Tomás del Negro, para aferir a praxis musical para banda e para instrumentos de sopro no âmbito doméstico entre os séculos XVIII e XIX.
Autores principais:Pinto, Rui Magno da Silva
Assunto:Inácio de Santa Teresa Manuel António Correia aristocracia portuguesa música para banda prática doméstica de música
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Entusiasta amador de música, trompista, D. Duarte Manuel de Noronha, 5.º Marquês de Tancos, copiou algumas obras para banda de Inácio António de Santa Teresa, que se constitui como um dos mais antigos repositórios de obras para banda de autor português, datado da primeira metade da centúria oitocentista. Marcha e Ritirada terão sido copiadas pelo aristocrata português para a prática musical do seu efectivo musical doméstico, a que faz menção o correspondente português da Allgemeine Musikalisches Zeitung. Nesse sentido, as obras ofertam-nos ainda uma mais ampla perspectiva, que se acerca da "consciência histórica" dos dilettanti e "professores" portugueses sobre o património musical nacional, e nas eventuais adequação da obra ao gosto musical oitocentista português ou na sua cópia e execução fidedigna. Tomamos ainda como objectos de estudo os tercetos e quartetos de Manuel António Correia para a prática doméstica do Conde de Redondo e a actividade musical conjunta de Fernando de Sousa Coutinho, João José Garcia Alagarim e Joaquim Tomás del Negro, para aferir a praxis musical para banda e para instrumentos de sopro no âmbito doméstico entre os séculos XVIII e XIX.