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Do Inferno à Arcádia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente artigo tem por objectivo analisar a presença do império britânico num dos maiores clássicos da literatura infantil, The Secret Garden de Frances Hodgson Burnett (1911). Distanciando-se da literatura infantil da época, dirigida a rapazes e profundamente imperialista, Burnett opta por empregar um discurso anti-imperialista. A Índia é constantemente criticada ao longo do romance pela autora, que utiliza temáticas, tais como o clima, a paisagem e a saúde das personagens, a fim de sublinhar o impacto negativo causado pelo império, tanto nas crianças como nas respectivas famílias. Iremos analisar estas temáticas, destacando as soluções apresentadas pela autora no tocante aos problemas aludidos pela mesma. This article aims at highlighting the presence of the British Empire throughout one of the most beloved children’s classics, The Secret Garden by Frances Hodgson Burnett (1911). By stirring away from popular children’s books, produced for boys and supported by the imperial agenda, Burnett endorses an anti-imperial discourse. India is constantly criticized by the author, who uses themes such as the climate, the landscape and the character’s health in order to emphasize the negative impact empire has on children and their families. We will study these themes and we will call attention to the author’s solutions in regards to these problems.
Autores principais:Martins, Marisa da Silva
Assunto:Índia Literatura infantil Império britânico Children’s literature British Empire
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O presente artigo tem por objectivo analisar a presença do império britânico num dos maiores clássicos da literatura infantil, The Secret Garden de Frances Hodgson Burnett (1911). Distanciando-se da literatura infantil da época, dirigida a rapazes e profundamente imperialista, Burnett opta por empregar um discurso anti-imperialista. A Índia é constantemente criticada ao longo do romance pela autora, que utiliza temáticas, tais como o clima, a paisagem e a saúde das personagens, a fim de sublinhar o impacto negativo causado pelo império, tanto nas crianças como nas respectivas famílias. Iremos analisar estas temáticas, destacando as soluções apresentadas pela autora no tocante aos problemas aludidos pela mesma. This article aims at highlighting the presence of the British Empire throughout one of the most beloved children’s classics, The Secret Garden by Frances Hodgson Burnett (1911). By stirring away from popular children’s books, produced for boys and supported by the imperial agenda, Burnett endorses an anti-imperial discourse. India is constantly criticized by the author, who uses themes such as the climate, the landscape and the character’s health in order to emphasize the negative impact empire has on children and their families. We will study these themes and we will call attention to the author’s solutions in regards to these problems.