Publicação
Avaliação da ecotoxicidade de aditivos plastificantes em organismos aquáticos
| Resumo: | Os aditivos do plástico, entre os quais os plastificantes, são substâncias adicionadas aos polímeros para modificar e melhorar as suas propriedades, adaptando-os às suas variadas aplicações. Contudo, a maioria destes aditivos não se encontram quimicamente ligados à matriz dos polímeros e podem ser libertados à medida que o plástico descartado no ambiente se acumula e degrada, causando efeitos negativos nos ecossistemas. Para melhor compreender esses efeitos no meio aquático, foram realizados bioensaios ecotoxicológicos de testes padronizados com os aditivos plastificantes ftalato de diisononil (DINP), ftalato de diisodecil (DIDP) e tereftalato de dioctil (DOTP). Como organismos-teste foram selecionadas três espécies aquáticas de níveis tróficos distintos: a bactéria Aliivibrio fischeri, a microalga Raphidocelis subcapitata e o microcrustáceo Daphnia magna. Os bioensaios laboratoriais de toxicidade foram desenvolvidos de acordo com normas propostas por organizações internacionais. Consoante o organismo-teste, foram avaliados efeitos letais e sub-letais e, com os dados obtidos, foram calculados parâmetros de efeito relativos a cada substância. Neste estudo, verificou-se que o DOTP é mais tóxico do que o DINP e o DIDP nos bioensaios agudos com A. fischeri e D. magna. No entanto, no bioensaio crónico com D. magna, e no bioensaio crónico com R. subcapitata o DOTP foi o composto que apresentou menos toxicidade. Dos plastificante em estudo, o DINP foi o que apresentou maior toxicidade no ensaio crónico com D. magna, enquanto o DIDP foi o mais tóxico para R. subcapitata. |
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| Autores principais: | Candeias, Ana Catarina Montalto |
| Assunto: | Bioensaios Ecotoxicologia Aliivibrio fischeri Raphidocelis subcapitata Daphnia magna |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Os aditivos do plástico, entre os quais os plastificantes, são substâncias adicionadas aos polímeros para modificar e melhorar as suas propriedades, adaptando-os às suas variadas aplicações. Contudo, a maioria destes aditivos não se encontram quimicamente ligados à matriz dos polímeros e podem ser libertados à medida que o plástico descartado no ambiente se acumula e degrada, causando efeitos negativos nos ecossistemas. Para melhor compreender esses efeitos no meio aquático, foram realizados bioensaios ecotoxicológicos de testes padronizados com os aditivos plastificantes ftalato de diisononil (DINP), ftalato de diisodecil (DIDP) e tereftalato de dioctil (DOTP). Como organismos-teste foram selecionadas três espécies aquáticas de níveis tróficos distintos: a bactéria Aliivibrio fischeri, a microalga Raphidocelis subcapitata e o microcrustáceo Daphnia magna. Os bioensaios laboratoriais de toxicidade foram desenvolvidos de acordo com normas propostas por organizações internacionais. Consoante o organismo-teste, foram avaliados efeitos letais e sub-letais e, com os dados obtidos, foram calculados parâmetros de efeito relativos a cada substância. Neste estudo, verificou-se que o DOTP é mais tóxico do que o DINP e o DIDP nos bioensaios agudos com A. fischeri e D. magna. No entanto, no bioensaio crónico com D. magna, e no bioensaio crónico com R. subcapitata o DOTP foi o composto que apresentou menos toxicidade. Dos plastificante em estudo, o DINP foi o que apresentou maior toxicidade no ensaio crónico com D. magna, enquanto o DIDP foi o mais tóxico para R. subcapitata. |
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