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Diplomacia científica, Portugal e o Projecto Europeu

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A diplomacia científica tem vindo a assumir uma importância crescente na acção dos Estados pela necessidade que estes têm em dar resposta a desafios globais e em reforçar o seu poder e influência através da vantagem competitiva baseada em ciência e tecnologia. Apesar da cunhagem do termo ter sido feita nos anos 2000, a sua prática pode ser identificada a partir do século XVIII com as viagens exploratórias associadas à colonização. A diplomacia científica surgiu como tipologia diplomática, em analogia à diplomacia cultural ou económica, fruto da necessidade de responder à complexidade que se foi colocando nos desafios internacionais. Na União Europeia (UE) a diplomacia científica pode ser perspectivada como instrumento de integração do projecto europeu e de projecção de influência, de normas e de valores da UE na relação com países terceiros, estando em curso a preparação de uma Agenda Europeia de Diplomacia Científica. Neste contexto, o presente trabalho tem como objectivo compreender e caracterizar a diplomacia científica de Portugal e a sua relação com o projecto europeu de 1986 (momento de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia) até 2021 (actualidade). Para tal recorremos à análise bibliográfica para explorar os conceitos de diplomacia e diplomacia científica. Explorámos também a ligação entre Portugal, o projecto europeu e ciência e tecnologia, enquadrando a diplomacia científica na UE e em Portugal na actualidade. Numa fase seguinte caracterizámos a diplomacia científica desenhada e implementada pelo Estado português através do mapeamento dos seus diferentes instrumentos com base numa metodologia sugerida pela Comissão Europeia. Este permitiu-nos concluir que no período em estudo Portugal tem vindo a desenvolver uma diplomacia científica em paralelo com o projecto europeu sem nunca perder uma visão global das relações no âmbito da ciência e tecnologia, com diferentes níveis de desenvolvimento consoante o tipo de instrumento considerado.
Autores principais:Abrantes, Marta Ramilo
Assunto:Diplomacia científica Política externa Ciência e tecnologia Portugal União Europeia Science diplomacy Foreign policy Science and technology European Union
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A diplomacia científica tem vindo a assumir uma importância crescente na acção dos Estados pela necessidade que estes têm em dar resposta a desafios globais e em reforçar o seu poder e influência através da vantagem competitiva baseada em ciência e tecnologia. Apesar da cunhagem do termo ter sido feita nos anos 2000, a sua prática pode ser identificada a partir do século XVIII com as viagens exploratórias associadas à colonização. A diplomacia científica surgiu como tipologia diplomática, em analogia à diplomacia cultural ou económica, fruto da necessidade de responder à complexidade que se foi colocando nos desafios internacionais. Na União Europeia (UE) a diplomacia científica pode ser perspectivada como instrumento de integração do projecto europeu e de projecção de influência, de normas e de valores da UE na relação com países terceiros, estando em curso a preparação de uma Agenda Europeia de Diplomacia Científica. Neste contexto, o presente trabalho tem como objectivo compreender e caracterizar a diplomacia científica de Portugal e a sua relação com o projecto europeu de 1986 (momento de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia) até 2021 (actualidade). Para tal recorremos à análise bibliográfica para explorar os conceitos de diplomacia e diplomacia científica. Explorámos também a ligação entre Portugal, o projecto europeu e ciência e tecnologia, enquadrando a diplomacia científica na UE e em Portugal na actualidade. Numa fase seguinte caracterizámos a diplomacia científica desenhada e implementada pelo Estado português através do mapeamento dos seus diferentes instrumentos com base numa metodologia sugerida pela Comissão Europeia. Este permitiu-nos concluir que no período em estudo Portugal tem vindo a desenvolver uma diplomacia científica em paralelo com o projecto europeu sem nunca perder uma visão global das relações no âmbito da ciência e tecnologia, com diferentes níveis de desenvolvimento consoante o tipo de instrumento considerado.