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O impacto da crise económica na identidade europeia em Portugal: a perspectiva dos intelectuais portugueses

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Resumo:Portugal é frequentemente considerado, a par com outros Estados da dita Europa do Sul, um país pró-europeu. Dados do Eurobarómetro evidenciam que o apoio dos cidadãos portugueses à União Europeia foi abalado pela crise económica. Mas apoio não é sinónimo de identidade, embora a conflação seja frequente. Importa diagnosticar o estado da identidade europeia em Portugal, especialmente depois da conjuntura crítica da crise económica. Não sendo representativos do conjunto da população, entendemos os intelectuais como um caso paradigmático desta, na medida em que problematizam e sistematizam os anseios dos cidadãos, tendendo a formular as suas opiniões consoante o contexto nacional. Não nos esqueçamos também que foram os intelectuais (europeus, não portugueses) a avançar com as primeiras ideias de integração europeia, afastando-se do projeto quando este toma um rumo excessivamente económico e tecnocrático. Os intelectuais regressam à cena europeia quando, a partir de Maastricht, a União Europeia se infiltra mais na vida quotidiana e deixa de ser a entidade económica distante dos cidadãos. Os intelectuais, tradicionalmente caracterizados por serem uma voz crítica e radical, regressam à União Europeia. E em Portugal? Quão críticos são os intelectuais? Como sentem a sua identidade europeia? Assim, guiamo-nos pela dupla questão ‘Foi a identidade europeia dos intelectuais portugueses afetada pela crise? Se sim, como?’. Levamos a cabo entrevistas em profundidade a uma pequena amostra de vinte intelectuais portugueses. Esta revelou-se bastante diversificada, assim como as suas respostas. Não só os entendimentos sobre identidade europeia são muito diversos, como também os sentimentos de identidade europeia são variáveis e indissociáveis de outras dimensões da integração.
Autores principais:Grifo, Ana Raquel Almeida
Assunto:Intelectuais públicos portugueses União Europeia Intelectuais portugueses European identity Portuguese public intellectuals European Union
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Portugal é frequentemente considerado, a par com outros Estados da dita Europa do Sul, um país pró-europeu. Dados do Eurobarómetro evidenciam que o apoio dos cidadãos portugueses à União Europeia foi abalado pela crise económica. Mas apoio não é sinónimo de identidade, embora a conflação seja frequente. Importa diagnosticar o estado da identidade europeia em Portugal, especialmente depois da conjuntura crítica da crise económica. Não sendo representativos do conjunto da população, entendemos os intelectuais como um caso paradigmático desta, na medida em que problematizam e sistematizam os anseios dos cidadãos, tendendo a formular as suas opiniões consoante o contexto nacional. Não nos esqueçamos também que foram os intelectuais (europeus, não portugueses) a avançar com as primeiras ideias de integração europeia, afastando-se do projeto quando este toma um rumo excessivamente económico e tecnocrático. Os intelectuais regressam à cena europeia quando, a partir de Maastricht, a União Europeia se infiltra mais na vida quotidiana e deixa de ser a entidade económica distante dos cidadãos. Os intelectuais, tradicionalmente caracterizados por serem uma voz crítica e radical, regressam à União Europeia. E em Portugal? Quão críticos são os intelectuais? Como sentem a sua identidade europeia? Assim, guiamo-nos pela dupla questão ‘Foi a identidade europeia dos intelectuais portugueses afetada pela crise? Se sim, como?’. Levamos a cabo entrevistas em profundidade a uma pequena amostra de vinte intelectuais portugueses. Esta revelou-se bastante diversificada, assim como as suas respostas. Não só os entendimentos sobre identidade europeia são muito diversos, como também os sentimentos de identidade europeia são variáveis e indissociáveis de outras dimensões da integração.