Publicação
Caracterização da atividade anti-malárica de derivados da quinazolina
| Resumo: | A malária continua a ser uma das doenças parasitárias mais relevantes no mundo – segundo a OMS, houve 216 milhões de casos clínicos em 2016, sendo a doença parasitária que mais mortes provoca mundialmente. É causada por cinco espécies distintas do género Plasmodium que é transmitido ao ser humano pela picada do mosquito fêmea Anopheles spp. A resistência aos fármacos anti-maláricos em uso clínico bem como a inexistência de uma vacina eficaz constituem o principal obstáculo no controlo da doença. A rápida disseminação da resistência torna crucial a pesquisa e síntese de novos compostos com ação anti-malárica, capazes de atuar nos vários estadios de desenvolvimento do parasita. Este estudo tem como objetivo avaliar a atividade anti-malárica in vitro de P. falciparum de 18 novos compostos da subclasse de alcaloides da quinazolinona, calculando-se o valor de IC50. Os compostos foram sintetizados no Laboratório de Química Orgânica e Farmacêutica do Departamento de Ciências Químicas, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto pelo grupo da Professora Doutora Maria Emília Sousa. Para os 3 compostos com melhor atividade biológica SL4C, SL5C e SL20C, foi avaliada a citotoxicidade em células de mamífero V79 através do ensaio MTT e calculado o Índice de Seletividade (IS), a hemotoxicidade (atividade hemolítica) e a capacidade de inibição da polimerização da hemozoína (β-hematina) in vitro. Os compostos alcaloides da quinazolinona SL4C, SL5C e SL20C demonstraram eficácia na inibição do crescimento de P. falciparum in vitro com IC50 ≤ 0,2 μM. Estes compostos não apresentaram atividade hemolítica in vitro. Não foi detetada a inibição da polimerização da hemozoína (β-hematina) in vitro dos compostos nas doses testadas. Os compostos não revelaram ser citotóxicos in vitro em células de mamífero não tumorais V79 (DL50 ≤ 14 μM), com um valor de IS ≥ 19. As quinazolinonas SL4C, SL5C e SL20C possuem caraterísticas com potencial para o desenvolvimento como novos fármacos anti-maláricos. |
|---|---|
| Autores principais: | CAMÕES, Vera Catarina Farrica |
| Assunto: | Ciências biomédicas Biologia molecular Malária Plasmodium falciparum Resistência a anti-maláricos Atividade anti-malárica in vitro Alcaloides da quinazolinona |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A malária continua a ser uma das doenças parasitárias mais relevantes no mundo – segundo a OMS, houve 216 milhões de casos clínicos em 2016, sendo a doença parasitária que mais mortes provoca mundialmente. É causada por cinco espécies distintas do género Plasmodium que é transmitido ao ser humano pela picada do mosquito fêmea Anopheles spp. A resistência aos fármacos anti-maláricos em uso clínico bem como a inexistência de uma vacina eficaz constituem o principal obstáculo no controlo da doença. A rápida disseminação da resistência torna crucial a pesquisa e síntese de novos compostos com ação anti-malárica, capazes de atuar nos vários estadios de desenvolvimento do parasita. Este estudo tem como objetivo avaliar a atividade anti-malárica in vitro de P. falciparum de 18 novos compostos da subclasse de alcaloides da quinazolinona, calculando-se o valor de IC50. Os compostos foram sintetizados no Laboratório de Química Orgânica e Farmacêutica do Departamento de Ciências Químicas, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto pelo grupo da Professora Doutora Maria Emília Sousa. Para os 3 compostos com melhor atividade biológica SL4C, SL5C e SL20C, foi avaliada a citotoxicidade em células de mamífero V79 através do ensaio MTT e calculado o Índice de Seletividade (IS), a hemotoxicidade (atividade hemolítica) e a capacidade de inibição da polimerização da hemozoína (β-hematina) in vitro. Os compostos alcaloides da quinazolinona SL4C, SL5C e SL20C demonstraram eficácia na inibição do crescimento de P. falciparum in vitro com IC50 ≤ 0,2 μM. Estes compostos não apresentaram atividade hemolítica in vitro. Não foi detetada a inibição da polimerização da hemozoína (β-hematina) in vitro dos compostos nas doses testadas. Os compostos não revelaram ser citotóxicos in vitro em células de mamífero não tumorais V79 (DL50 ≤ 14 μM), com um valor de IS ≥ 19. As quinazolinonas SL4C, SL5C e SL20C possuem caraterísticas com potencial para o desenvolvimento como novos fármacos anti-maláricos. |
|---|