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Intercessores e Autores no Cinema segundo Gilles Deleuze

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Resumo:Como conciliar a forte presença da “politique des auteurs” nos textos que Gilles Deleuze dedicou ao cinema com uma conceção de “enunciado coletivo”? Para analisar a necessidade de uma conciliação, é necessário esclarecer o que Deleuze entende por autor e por coletivo. É possível encontrar na sua filosofia do cinema uma ideia pós-estruturalista de autor que rejeita que este seja um indivíduo unificado. É nessa contracorrente metafísica que ele desenvolve uma conceção de “enunciados coletivos” ao falar do cinema político. Assim, através das formas de agenciamento que surgem numa certa prática cinematográfica que questiona a conciliação, o documentário de fabulação (Pierre Perrault e Abbas Kiarostami), é possível revisitar a “politique des auteurs” e reavaliar práticas colaborativas. How can we reconcile the strong presence of the politique des auteurs in Gilles Deleuze’s texts on cinema with the concept of ‘collective enunciation’? To investigate the need for such reconciliation, we first need to establish what Deleuze understands by author and collective. His film philosophy evinces a poststructuralist idea of the author, rejecting it as a unified subject. In that metaphysical countermovement he proceeds with a conception of ‘collective enunciations’ when talking about political cinema. Thus, through the forms of assemblage that arise in a specific cinematographic practice – the documentary of fabulation (Pierre Perrault and Abbas Kiarostami) – it is possible to revisit the politique des auteurs and reevaluate collaborative practices.
Autores principais:Viegas, Susana
Assunto:Gilles Deleuze Autor Fabulação Enunciado Coletivo Filosofia do Cinema Philosophy of Film Author Collective Enunciation Fabulation
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Como conciliar a forte presença da “politique des auteurs” nos textos que Gilles Deleuze dedicou ao cinema com uma conceção de “enunciado coletivo”? Para analisar a necessidade de uma conciliação, é necessário esclarecer o que Deleuze entende por autor e por coletivo. É possível encontrar na sua filosofia do cinema uma ideia pós-estruturalista de autor que rejeita que este seja um indivíduo unificado. É nessa contracorrente metafísica que ele desenvolve uma conceção de “enunciados coletivos” ao falar do cinema político. Assim, através das formas de agenciamento que surgem numa certa prática cinematográfica que questiona a conciliação, o documentário de fabulação (Pierre Perrault e Abbas Kiarostami), é possível revisitar a “politique des auteurs” e reavaliar práticas colaborativas. How can we reconcile the strong presence of the politique des auteurs in Gilles Deleuze’s texts on cinema with the concept of ‘collective enunciation’? To investigate the need for such reconciliation, we first need to establish what Deleuze understands by author and collective. His film philosophy evinces a poststructuralist idea of the author, rejecting it as a unified subject. In that metaphysical countermovement he proceeds with a conception of ‘collective enunciations’ when talking about political cinema. Thus, through the forms of assemblage that arise in a specific cinematographic practice – the documentary of fabulation (Pierre Perrault and Abbas Kiarostami) – it is possible to revisit the politique des auteurs and reevaluate collaborative practices.