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Effect of the ear canal occlusion on pure tone thresholds and its clinical applicability in validation of the contralateral occlusion test

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Resumo:RESUMO: Introdução e objetivos: Os testes de cabeceira podem diminuir o tempo de resposta clínica, melhorar a tomada de decisões e permitir uma rápida avaliação qualitativa da perda auditiva. Este estudo descreve o desenho e a validação dum novo teste de cabeceira com diapasão que permite quantificar a perda auditiva, na presença de surdez de condução unilateral. O estudo considerou três fases distintas: a primeira fase avaliou os efeitos da oclusão completa do canal auditivo externo sobre a audição, a fim de decidir qual a frequência de diapasão mais adequada para quantificar a hipoacusia com o teste de oclusão contralateral (TOC). A reprodutibilidade do método de oclusão entre examinadores também foi estudada nesta fase. A segunda fase avaliou o efeito da oclusão nos limiares auditivos de acordo com a idade, em indivíduos de idades distintas, para apurar qual o diapasão mais adequado na realização do TOC. A terceira fase avaliou a precisão do teste na previsão do grau de perda auditiva. Métodos: Nas três fases distintas do estudo consideraram-se populações com idade e tamanho da amostra diferentes. Na primeira fase do estudo, 20 adultos (40 ouvidos) com audição normal (21-30 anos de idade) foram submetidos a uma audiometria tonal em campo livre, com e sem oclusão do canal auditivo externo. Cada ouvido foi testado com as frequências standard (250, 500, 1000, e 2000 Hz) em tons de warble. O ouvido contralateral foi suprimido por mascaramento. A oclusão do ouvido foi realizada independentemente por 2 examinadores. Na segunda fase, 42 adultos (84 ouvidos) com audição normal (21-67 anos de idade) foram divididos em três grupos etários: 20-30, 40- 50, e 60-70 anos. Os participantes foram avaliados por audiometria tonal em campo livre, nas mesmas condições descritas para a primeira fase do estudo. Na terceira fase, 53 indivíduos com surdez de condução unilateral foram recrutados num departamento de otorrinolaringologia dum hospital terciário. O TOC foi realizado para determinar a lateralização com diapasões de 128 Hz, 256 Hz, 512 Hz, 1024 Hz e 2048 Hz e com a oclusão total do ouvido não afetado. A audiometria tonal foi então realizada, separadamente e cega em relação aos resultados do TOC, para determinar o gap aéreoósseo (ABG) e a o limiar auditivo médio (PTA). Por fim, as respostas do TOC foram comparadas com o ABG e o PTA para determinar a sua precisão na quantificação do grau da perda auditiva. Resultados: Na primeira fase do estudo, a oclusão do canal auditivo externo determinou uma elevação nos limiares auditivos com o aumento da frequência, desde 19.94 dB (250 Hz) até 39.25 dB (2000 Hz). A diferença dos limiares entre as condições de oclusão e não oclusão foi estatisticamente significativa, tendo aumentado de 10.69 dB (250 Hz) a 32.12 dB (2000 Hz). Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas em relação ao género, ou entre examinadores. Na segunda fase do estudo, verificou-se uma elevação dos limiares auditivos com o aumento da frequência, de 20.85 dB (250 Hz, grupo 20–30 anos) a 48 dB (2000 Hz, grupo 60–70 anos). A diferença nos limiares auditivos entre as condições de oclusão e de não-oclusão foi estatisticamente significativa em todas as frequências; e aumentou de forma diretamente proporcional com a frequência, de 11.1 dB (250 Hz, grupo 20–30 anos) a 32 dB (2000 Hz, grupo 20–30 anos). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas para os três grupos etários, em todos os parâmetros, exceto na diferença a 500 Hz e na diferença total média. A perda auditiva média resultante da oclusão aos 500 Hz foi de 19 dB. Não se encontraram diferenças estatisticamente significativas entre o ouvido direito e o esquerdo, e entre géneros. Na terceira fase do estudo o TOC mostrou uma forte associação entre surdez e lateralização utilizando o diapasão de 512 Hz (p = .001). A sensibilidade do diapasão de 512 Hz na deteção de um PTA igual ou maior do que 35.6 dB foi de 94.6% e a especificidade foi de 75% para um valor preditivo positivo de 89.7% e um valor preditivo negativo de 85.7%, assumindo uma prevalência pré-teste de 69.8%. Conclusão: O método de oclusão do canal auditivo externo utilizado demonstrou reprodutibilidade entre examinadores e com a idade. A oclusão elevou os limiares auditivos, sendo este efeito mais evidente nas frequências mais elevadas. O TOC permitiu predizer o grau de hipoacusia de condução unilateral. Se ocorrer lateralização para a ouvido afetado, é quase certa a evidência de hipoacusia de condução moderada ou grave. No TOC podem utilizar-se diapasões de 256 ou 512 Hz para o diagnóstico de hipoacusia ligeira, e o diapasão de 2018 Hz para a hipoacusia moderada. Contudo, no estudo do efeito da idade e com a validação do teste foi possível concluir que a utilização do diapasão de 512 Hz é a mais adequada para o TOC. A utilização deste teste pode permitir aos clínicos, em ambiente de consulta e de forma rápida, a distinção entre uma hipoacusia de condução de grau ligeiro e uma hipoacusia de condução de grau moderado ou superior.
Autores principais:Reis, Luis Miguel Roque dos
Assunto:Perda Auditiva Condutiva Audiometria Canal Auditivo Externo Oclusão Testes Auditivos Testes Iimediatos Limiar Auditivo Hearing Loss Conductive Aaudiometry Ear Canal Occlusion Hearing Tests Bedside Testing Auditory Threshold
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório Institucional da UNL
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A terceira fase avaliou a precisão do teste na previsão do grau de perda auditiva. Métodos: Nas três fases distintas do estudo consideraram-se populações com idade e tamanho da amostra diferentes. Na primeira fase do estudo, 20 adultos (40 ouvidos) com audição normal (21-30 anos de idade) foram submetidos a uma audiometria tonal em campo livre, com e sem oclusão do canal auditivo externo. Cada ouvido foi testado com as frequências standard (250, 500, 1000, e 2000 Hz) em tons de warble. O ouvido contralateral foi suprimido por mascaramento. A oclusão do ouvido foi realizada independentemente por 2 examinadores. Na segunda fase, 42 adultos (84 ouvidos) com audição normal (21-67 anos de idade) foram divididos em três grupos etários: 20-30, 40- 50, e 60-70 anos. Os participantes foram avaliados por audiometria tonal em campo livre, nas mesmas condições descritas para a primeira fase do estudo. Na terceira fase, 53 indivíduos com surdez de condução unilateral foram recrutados num departamento de otorrinolaringologia dum hospital terciário. O TOC foi realizado para determinar a lateralização com diapasões de 128 Hz, 256 Hz, 512 Hz, 1024 Hz e 2048 Hz e com a oclusão total do ouvido não afetado. A audiometria tonal foi então realizada, separadamente e cega em relação aos resultados do TOC, para determinar o gap aéreoósseo (ABG) e a o limiar auditivo médio (PTA). Por fim, as respostas do TOC foram comparadas com o ABG e o PTA para determinar a sua precisão na quantificação do grau da perda auditiva. Resultados: Na primeira fase do estudo, a oclusão do canal auditivo externo determinou uma elevação nos limiares auditivos com o aumento da frequência, desde 19.94 dB (250 Hz) até 39.25 dB (2000 Hz). A diferença dos limiares entre as condições de oclusão e não oclusão foi estatisticamente significativa, tendo aumentado de 10.69 dB (250 Hz) a 32.12 dB (2000 Hz). 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A terceira fase avaliou a precisão do teste na previsão do grau de perda auditiva. Métodos: Nas três fases distintas do estudo consideraram-se populações com idade e tamanho da amostra diferentes. Na primeira fase do estudo, 20 adultos (40 ouvidos) com audição normal (21-30 anos de idade) foram submetidos a uma audiometria tonal em campo livre, com e sem oclusão do canal auditivo externo. Cada ouvido foi testado com as frequências standard (250, 500, 1000, e 2000 Hz) em tons de warble. O ouvido contralateral foi suprimido por mascaramento. A oclusão do ouvido foi realizada independentemente por 2 examinadores. Na segunda fase, 42 adultos (84 ouvidos) com audição normal (21-67 anos de idade) foram divididos em três grupos etários: 20-30, 40- 50, e 60-70 anos. Os participantes foram avaliados por audiometria tonal em campo livre, nas mesmas condições descritas para a primeira fase do estudo. Na terceira fase, 53 indivíduos com surdez de condução unilateral foram recrutados num departamento de otorrinolaringologia dum hospital terciário. O TOC foi realizado para determinar a lateralização com diapasões de 128 Hz, 256 Hz, 512 Hz, 1024 Hz e 2048 Hz e com a oclusão total do ouvido não afetado. A audiometria tonal foi então realizada, separadamente e cega em relação aos resultados do TOC, para determinar o gap aéreoósseo (ABG) e a o limiar auditivo médio (PTA). Por fim, as respostas do TOC foram comparadas com o ABG e o PTA para determinar a sua precisão na quantificação do grau da perda auditiva. Resultados: Na primeira fase do estudo, a oclusão do canal auditivo externo determinou uma elevação nos limiares auditivos com o aumento da frequência, desde 19.94 dB (250 Hz) até 39.25 dB (2000 Hz). A diferença dos limiares entre as condições de oclusão e não oclusão foi estatisticamente significativa, tendo aumentado de 10.69 dB (250 Hz) a 32.12 dB (2000 Hz). Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas em relação ao género, ou entre examinadores. Na segunda fase do estudo, verificou-se uma elevação dos limiares auditivos com o aumento da frequência, de 20.85 dB (250 Hz, grupo 20–30 anos) a 48 dB (2000 Hz, grupo 60–70 anos). A diferença nos limiares auditivos entre as condições de oclusão e de não-oclusão foi estatisticamente significativa em todas as frequências; e aumentou de forma diretamente proporcional com a frequência, de 11.1 dB (250 Hz, grupo 20–30 anos) a 32 dB (2000 Hz, grupo 20–30 anos). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas para os três grupos etários, em todos os parâmetros, exceto na diferença a 500 Hz e na diferença total média. A perda auditiva média resultante da oclusão aos 500 Hz foi de 19 dB. Não se encontraram diferenças estatisticamente significativas entre o ouvido direito e o esquerdo, e entre géneros. 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