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Gestão de captações hídricas, minimização e reutilização de água: Caso de estudo na indústria corticeira

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Foi utilizado o polo de Lamas pertencente à Amorim & Irmãos, S.A. que alberga as Unidades Industriais de Lamas e De Sousa, como caso de estudo assentando em três grandes pilares: a gestão das captações existentes, a minimização da água utilizada e reutilização da mesma, de forma a colmatar a fragilidade que a escassez de água representa para a empresa. Procedeu-se ao levantamento histórico de volumes extraídos, consumidos (a nível teórico e valores reportados às entidades competentes) que indicaram discrepâncias na ordem dos 33% no balanço mássico. Elaboraram-se planos de ação para a identificação de toda a rede hídrica, estando esta atualmente em execução, a adição de contadores, a serem implementados após a identificação mencionada, retificação de fugas, agendadas para Dezembro, implementação de rotinas de manutenção e a criação de um sistema automatizado de captação de água otimizado para apenas serem extraídos os volumes mínimos necessários à produção, estando à espera de aprovação por parte da administração. Foram identificados como principais consumidores de água as Lavações (30% na UI Lamas) e as Estufas ROSA (33% na UI Lamas e 93% na UI DS), tendo sido concluído que a minimização de vapor e a reutilização das águas de lavação não são formas de atuação exequíveis devido às implicações na redução de TCA, um dos pontos fulcrais da empresa. Contudo, a preferência por lavações de baixo consumo específico e a substituição de máquinas antigas por outras de maiores capacidades, permitiriam poupanças de 78% e 64% em consumos de água e reagentes químicos na UI Lamas, respetivamente. A recirculação de vapor nas estufas ROSA, apesar de implicarem altos valores de investimento com um payback estimado de 16 anos, permitiriam uma poupança de 29%, essencial ao aumento de produção expansão pretendido pela empresa.
Autores principais:Valente, Bruna Alexandra Blanco
Assunto:Cortiça Recursos Hídricos Sustentabilidade Minimização Reutilização
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Foi utilizado o polo de Lamas pertencente à Amorim & Irmãos, S.A. que alberga as Unidades Industriais de Lamas e De Sousa, como caso de estudo assentando em três grandes pilares: a gestão das captações existentes, a minimização da água utilizada e reutilização da mesma, de forma a colmatar a fragilidade que a escassez de água representa para a empresa. Procedeu-se ao levantamento histórico de volumes extraídos, consumidos (a nível teórico e valores reportados às entidades competentes) que indicaram discrepâncias na ordem dos 33% no balanço mássico. Elaboraram-se planos de ação para a identificação de toda a rede hídrica, estando esta atualmente em execução, a adição de contadores, a serem implementados após a identificação mencionada, retificação de fugas, agendadas para Dezembro, implementação de rotinas de manutenção e a criação de um sistema automatizado de captação de água otimizado para apenas serem extraídos os volumes mínimos necessários à produção, estando à espera de aprovação por parte da administração. Foram identificados como principais consumidores de água as Lavações (30% na UI Lamas) e as Estufas ROSA (33% na UI Lamas e 93% na UI DS), tendo sido concluído que a minimização de vapor e a reutilização das águas de lavação não são formas de atuação exequíveis devido às implicações na redução de TCA, um dos pontos fulcrais da empresa. Contudo, a preferência por lavações de baixo consumo específico e a substituição de máquinas antigas por outras de maiores capacidades, permitiriam poupanças de 78% e 64% em consumos de água e reagentes químicos na UI Lamas, respetivamente. A recirculação de vapor nas estufas ROSA, apesar de implicarem altos valores de investimento com um payback estimado de 16 anos, permitiriam uma poupança de 29%, essencial ao aumento de produção expansão pretendido pela empresa.