Publicação

Doce seco: uma iguaria do Seridó Norte Riograndense

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A tradição doceira no Nordeste começou com a chegada dos portugueses no Brasil com a missão de plantar cana-de-açúcar. Desde então, vários doces, a maioria de origem portuguesa, passaram a ser preparados, alguns tiveram ingredientes substituídos, outros tantos foram criados. As técnicas e receitas trazidas pelos portugueses e africanos escravizados foram sendo aperfeiçoadas utilizando bastante açúcar e rapadura. Vários doces são preparados até hoje, como é caso do doce seco, objeto de estudo deste trabalho, que é conhecido pelos mais velhos, mas praticamente desconhecido pelas novas gerações. Este trabalho tem como objetivo geral apresentar uma pesquisa sobre o doce seco considerado uma iguaria da região do Seridó com foco no doce preparado na cidade de Caicó no Rio Grande do Norte, a fim de obter informações sobre a sua origem, técnicas empregadas e as principais reações químicas ocorridas durante o seu preparo. Através de uma pesquisa qualitativa de campo que analisou os dados com princípios etnográficos, foi possível identificar alguns doces portugueses que podem ter influenciado através de técnicas e ingredientes o doce seco, as doceiras que dominam a arte do saber-fazer do doce seco no Seridó, as diferenças entre os doces, os ingredientes e algumas reações químicas. Sinalizado pelas doceiras como um doce em extinção, pode-se dizer que elas têm razão, pois atualmente apenas quatro doceiras detem o saber-fazer do doce e através de uma pesquisa on-line com 296 participantes, apenas 21% responderam que conheciam o doce seco, sendo pessoas com idade a partir dos 50 anos. Em contrapartida, os mais jovens não conhecem e nem se interessam em aprender o saber-fazer do doce seco.
Autores principais:Paiva, Mônica do Vale
Assunto:Doceiras doce seco saber-fazer Seridó
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A tradição doceira no Nordeste começou com a chegada dos portugueses no Brasil com a missão de plantar cana-de-açúcar. Desde então, vários doces, a maioria de origem portuguesa, passaram a ser preparados, alguns tiveram ingredientes substituídos, outros tantos foram criados. As técnicas e receitas trazidas pelos portugueses e africanos escravizados foram sendo aperfeiçoadas utilizando bastante açúcar e rapadura. Vários doces são preparados até hoje, como é caso do doce seco, objeto de estudo deste trabalho, que é conhecido pelos mais velhos, mas praticamente desconhecido pelas novas gerações. Este trabalho tem como objetivo geral apresentar uma pesquisa sobre o doce seco considerado uma iguaria da região do Seridó com foco no doce preparado na cidade de Caicó no Rio Grande do Norte, a fim de obter informações sobre a sua origem, técnicas empregadas e as principais reações químicas ocorridas durante o seu preparo. Através de uma pesquisa qualitativa de campo que analisou os dados com princípios etnográficos, foi possível identificar alguns doces portugueses que podem ter influenciado através de técnicas e ingredientes o doce seco, as doceiras que dominam a arte do saber-fazer do doce seco no Seridó, as diferenças entre os doces, os ingredientes e algumas reações químicas. Sinalizado pelas doceiras como um doce em extinção, pode-se dizer que elas têm razão, pois atualmente apenas quatro doceiras detem o saber-fazer do doce e através de uma pesquisa on-line com 296 participantes, apenas 21% responderam que conheciam o doce seco, sendo pessoas com idade a partir dos 50 anos. Em contrapartida, os mais jovens não conhecem e nem se interessam em aprender o saber-fazer do doce seco.