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Materialidade e identidade: O papel dos objetos no quotidiano na Idade Moderna (séculos XVI-XVIII)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo dos séculos e por toda a parte os objetos de uso pessoal sempre fascinaram a cultura humana e sempre tiveram um papel de destaque na vida quotidiana. As materialidades, produzidas por uma sociedade, independentemente da sua cultura, religião ou etnia, surgem assim como fundamentais para o seu estudo, de forma a compreendermos a sua evolução, a sua dinâmica e a sua identidade. Entre o que se considera objetos pessoais surgem não apenas os objetos de adorno, fundamentais no reconhecimento e integração social, tais como anéis, pulseiras, brincos, mas igualmente, objetos funcionais utilizados no vestuário, como botões e fivelas, mas de igual forma objetos de cariz religioso como terços, rosários, compostos por pequenas contas, contas essas que por vezes se encontram associadas também à primeira categoria aqui mencionada. Acrescentamos ainda o uso pessoal e intransmissível do cachimbo. Tais artefactos são demonstrações da capacidade de escolha, comunidade, tradição, e outras estruturas culturais de cada um dos seus portadores. Apesar de serem substancialmente minoritários quando comparados com a restante cultura material, foi a sua excecionalidade, estética, caraterísticas profilácticas e apotropaicas e a capacidade de construção de narrativas em torno dos indivíduos que os fez serem alvo de diversos estudos. Não obstante a importância dessas interpretações, o presente trabalho tem como objetivo não apenas o estudo desses objetos em termos cognitivos, mas igualmente a sua importância no reconhecimento de identidades individuais e coletivas, tais como género, religião, etnia, entre outros. Nesse sentido, esta dissertação apoia-se num estudo que parte de quatro sítios arqueológicos na zona da grande Lisboa, nas quais se incluem objetos oriundos de lixeiras domésticas, aterros e contextos funerários. O objetivo é fazer o estudo desses pequenos objetos e debater a sua importância cultural e simbólica entre os séculos XVI a XVIII.
Autores principais:Salgado, Ana Raquel Soares
Assunto:Materialidades Idade moderna Pequenos objetos Identidade Modern age Small objects Identity
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Ao longo dos séculos e por toda a parte os objetos de uso pessoal sempre fascinaram a cultura humana e sempre tiveram um papel de destaque na vida quotidiana. As materialidades, produzidas por uma sociedade, independentemente da sua cultura, religião ou etnia, surgem assim como fundamentais para o seu estudo, de forma a compreendermos a sua evolução, a sua dinâmica e a sua identidade. Entre o que se considera objetos pessoais surgem não apenas os objetos de adorno, fundamentais no reconhecimento e integração social, tais como anéis, pulseiras, brincos, mas igualmente, objetos funcionais utilizados no vestuário, como botões e fivelas, mas de igual forma objetos de cariz religioso como terços, rosários, compostos por pequenas contas, contas essas que por vezes se encontram associadas também à primeira categoria aqui mencionada. Acrescentamos ainda o uso pessoal e intransmissível do cachimbo. Tais artefactos são demonstrações da capacidade de escolha, comunidade, tradição, e outras estruturas culturais de cada um dos seus portadores. Apesar de serem substancialmente minoritários quando comparados com a restante cultura material, foi a sua excecionalidade, estética, caraterísticas profilácticas e apotropaicas e a capacidade de construção de narrativas em torno dos indivíduos que os fez serem alvo de diversos estudos. Não obstante a importância dessas interpretações, o presente trabalho tem como objetivo não apenas o estudo desses objetos em termos cognitivos, mas igualmente a sua importância no reconhecimento de identidades individuais e coletivas, tais como género, religião, etnia, entre outros. Nesse sentido, esta dissertação apoia-se num estudo que parte de quatro sítios arqueológicos na zona da grande Lisboa, nas quais se incluem objetos oriundos de lixeiras domésticas, aterros e contextos funerários. O objetivo é fazer o estudo desses pequenos objetos e debater a sua importância cultural e simbólica entre os séculos XVI a XVIII.