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Aquisição do complemento direto preposicionado em crianças bilingues português europeu/espanhol ibérico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Relativamente a crianças monolingues, o uso mais prototípico do complemento direto preposicionado (o uso da preposição a para marcar a animacidade) dá-se antes dos três anos de idade (Rodríguez-Mondoñedo 2008). No entanto, poucos são os estudos que se debruçam sobre a aquisição deste fenómeno em crianças bilingues. A presente dissertação foca-se na aquisição do complemento direto preposicionado em crianças bilingues português europeu-espanhol ibérico, residentes em Portugal, com 4 e 5 anos. Foi utilizado um teste de produção induzida que considerava a variável animacidade, tendo em conta a escala de Aissen (2003). Procurou-se também determinar se o tipo de input a que a criança está exposta em casa tinha influência no seu desempenho. Os resultados obtidos mostram que as crianças até aos 5 anos ainda não dominam completamente todas as propriedades associadas ao complemento direto preposicionado, confirmando a complexidade do fenómeno que envolve a interface entre diferentes tipos de conhecimento gramatical. As crianças manifestaram mais dificuldades na realização de complementos diretos animados (humanos e não humanos) do que na realização de complementos diretos não animados. As crianças cujos pais tinham ambos o espanhol como língua materna e que interagiam com a criança nessa língua tiveram melhores desempenhos do que as crianças que tinham pais falantes nativos de línguas maternas diferentes.
Autores principais:Silva, Cristiana Malcata Antunes Alves da
Assunto:Animacidade Interface Bilinguismo Complemento direto preposicionado Input Língua materna differential object marking Bilingualism Animacy Interface Native language
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Relativamente a crianças monolingues, o uso mais prototípico do complemento direto preposicionado (o uso da preposição a para marcar a animacidade) dá-se antes dos três anos de idade (Rodríguez-Mondoñedo 2008). No entanto, poucos são os estudos que se debruçam sobre a aquisição deste fenómeno em crianças bilingues. A presente dissertação foca-se na aquisição do complemento direto preposicionado em crianças bilingues português europeu-espanhol ibérico, residentes em Portugal, com 4 e 5 anos. Foi utilizado um teste de produção induzida que considerava a variável animacidade, tendo em conta a escala de Aissen (2003). Procurou-se também determinar se o tipo de input a que a criança está exposta em casa tinha influência no seu desempenho. Os resultados obtidos mostram que as crianças até aos 5 anos ainda não dominam completamente todas as propriedades associadas ao complemento direto preposicionado, confirmando a complexidade do fenómeno que envolve a interface entre diferentes tipos de conhecimento gramatical. As crianças manifestaram mais dificuldades na realização de complementos diretos animados (humanos e não humanos) do que na realização de complementos diretos não animados. As crianças cujos pais tinham ambos o espanhol como língua materna e que interagiam com a criança nessa língua tiveram melhores desempenhos do que as crianças que tinham pais falantes nativos de línguas maternas diferentes.