Publicação
Inteligencias múltiples y aprendizaje cooperativo. En las clases de lengua materna y de lengua extranjera
| Resumo: | Numa sociedade global, que apresenta muitos desafios pessoais e profissionais, a escola deve transitar de um espaço onde meramente se transmitem conhecimentos científicos, para uma instituição que se preocupa também com a formação para a cidadania e com o desenvolvimento pessoal. Nessa perspetiva, a aplicação da teoria de Howard Gardner à educação faz, na nossa opinião, todo o sentido. Explica a diversidade na sala de aula, para além das diferenças mais visíveis de género, idade ou contexto social, num âmbito neurocientífico, que dá mais relevo ao “como pensam os alunos” do que “em que pensam”. Gardner demonstra que o ser humano tem, pelo menos, oito inteligências diferentes que se combinam de forma única, que podem ser desenvolvidas e trabalhadas: linguística, matemática, visual, musical, corporal, naturalista, interpessoal e intrapessoal. É aí que entra o papel do professor, pois há oito maneiras de ensinar para oito maneiras de aprender. Tanto o docente como o discente, ambos agentes implicados no processo ensino-aprendizagem, ficam mais conscientes dos seus pontos mais fortes e dos aspetos que não estão tão desenvolvidos, e podem adaptar-se às diferentes situações. A diversidade das formas de ensinar e de aprender necessita de um aumento das estratégias, atividades e materiais levados para a sala de aula. Quisemos relacionar também a aprendizagem cooperativa com a inteligência interpessoal, pois acreditamos nas vantagens que este modelo tem na educação. Os pares são muito importantes na fase da vida escolar, mais concretamente, na adolescência, podem servir de ponte entre o professor e o aluno e serem fonte de apoio e ajuda mútua. Pelo contrário, o grupo pode ter uma influência negativa que afete a aprendizagem do estudante. Tendo isso em mente, a aprendizagem cooperativa favorece um meio onde se podem praticar as competências sociais, como a escuta ativa, o respeito pelo outro, saber contra-argumentar, ter sentido crítico, etc., que vão ser fundamentais nas futuras interações com outros indivíduos. Por fim, consideramos que ambos os temas se relacionam com o papel mais ativo que se quer dar ao aluno, responsabilizando pelo seu trabalho, comportamento e avaliação. Para além disso, vai ao encontro de uma função mais comunicativa da língua, pois permite que a aprendizagem seja significativa e útil na sua vida diária. |
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| Autores principais: | Vaz, Ana Rita Nunes |
| Assunto: | Perfil de aprendizagem Diversidade Aprendizagem cooperativa Inteligências múltiplas Inteligencias múltiples Aprendizaje cooperativo |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Numa sociedade global, que apresenta muitos desafios pessoais e profissionais, a escola deve transitar de um espaço onde meramente se transmitem conhecimentos científicos, para uma instituição que se preocupa também com a formação para a cidadania e com o desenvolvimento pessoal. Nessa perspetiva, a aplicação da teoria de Howard Gardner à educação faz, na nossa opinião, todo o sentido. Explica a diversidade na sala de aula, para além das diferenças mais visíveis de género, idade ou contexto social, num âmbito neurocientífico, que dá mais relevo ao “como pensam os alunos” do que “em que pensam”. Gardner demonstra que o ser humano tem, pelo menos, oito inteligências diferentes que se combinam de forma única, que podem ser desenvolvidas e trabalhadas: linguística, matemática, visual, musical, corporal, naturalista, interpessoal e intrapessoal. É aí que entra o papel do professor, pois há oito maneiras de ensinar para oito maneiras de aprender. Tanto o docente como o discente, ambos agentes implicados no processo ensino-aprendizagem, ficam mais conscientes dos seus pontos mais fortes e dos aspetos que não estão tão desenvolvidos, e podem adaptar-se às diferentes situações. A diversidade das formas de ensinar e de aprender necessita de um aumento das estratégias, atividades e materiais levados para a sala de aula. Quisemos relacionar também a aprendizagem cooperativa com a inteligência interpessoal, pois acreditamos nas vantagens que este modelo tem na educação. Os pares são muito importantes na fase da vida escolar, mais concretamente, na adolescência, podem servir de ponte entre o professor e o aluno e serem fonte de apoio e ajuda mútua. Pelo contrário, o grupo pode ter uma influência negativa que afete a aprendizagem do estudante. Tendo isso em mente, a aprendizagem cooperativa favorece um meio onde se podem praticar as competências sociais, como a escuta ativa, o respeito pelo outro, saber contra-argumentar, ter sentido crítico, etc., que vão ser fundamentais nas futuras interações com outros indivíduos. Por fim, consideramos que ambos os temas se relacionam com o papel mais ativo que se quer dar ao aluno, responsabilizando pelo seu trabalho, comportamento e avaliação. Para além disso, vai ao encontro de uma função mais comunicativa da língua, pois permite que a aprendizagem seja significativa e útil na sua vida diária. |
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