Publicação
O plano, o contraplano e o ‘plano sem plano’
| Resumo: | O artigo analisa as inúmeras produções imagéticas sobre as Missões Jesuítico-Guarani, com especial destaque para as ruínas de São Miguel (RS). Em primeiro lugar, examino como aquelas estruturas foram construídas, inclusive através de processos patrimoniais, enquanto “plano”, isto é, como visualidade do poder colonial no sentido de fomentar imagens positivas do Estado-Nação e, atualmente, de uma sociedade multicultural. Num segundo momento, exploro a realização de filmes por Mbya Guarani sobre as Missões e a sua história e cultura enquanto “contraplano” àquela produção de imagens. Por fim, defendo que, para este povo, as categorias cinema e património encontram ressonâncias produtivas nos modos de ser e conhecer o cosmo e que, por isso, estão para além de uma “guerra de imagens”, constituindo um “plano sem plano”. |
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| Autores principais: | Lacerda, Rodrigo |
| Assunto: | Visualidade Cinema indígena Património Missões Jesuítico-Guarani Mbya Guarani |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O artigo analisa as inúmeras produções imagéticas sobre as Missões Jesuítico-Guarani, com especial destaque para as ruínas de São Miguel (RS). Em primeiro lugar, examino como aquelas estruturas foram construídas, inclusive através de processos patrimoniais, enquanto “plano”, isto é, como visualidade do poder colonial no sentido de fomentar imagens positivas do Estado-Nação e, atualmente, de uma sociedade multicultural. Num segundo momento, exploro a realização de filmes por Mbya Guarani sobre as Missões e a sua história e cultura enquanto “contraplano” àquela produção de imagens. Por fim, defendo que, para este povo, as categorias cinema e património encontram ressonâncias produtivas nos modos de ser e conhecer o cosmo e que, por isso, estão para além de uma “guerra de imagens”, constituindo um “plano sem plano”. |
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