Publicação
Uma responsabilidade Ético-política para o Contemporâneo: O trabalho de demarcação de fronteiras entre o dentro e o fora e a constituição do entre como espaço de mediação na fronteira dos Estados
| Resumo: | A presente dissertação tem o intuito de conduzir o leitor a uma reflexão crítica e aprofundada que parte da construção do sujeito para problematizar questões relacionadas com a construção e delimitação de fronteiras na era da globalização como reflexo do comportamento humano. O conceito de fronteira remete-nos para a ideia de alteridade, visto que estabelece uma separação entre o eu e o outro, entre o dentro e o fora, onde existe, consequentemente, sempre um “entre” que liga o dentro ao fora de uma fronteira. Ao invés de partir das fronteiras para perceber como experienciamos e acolhemos este outro, procurar-se-á conceptualizar a partir da configuração do sujeito, do individual ao coletivo, o modo de organização das nossas sociedades na era da globalização, tendo como horizonte o cosmopolitismo kantiano, em contraste com as sociedades tradicionais. Partindo das diferentes formas de subjetivação onde o contexto social aparece como causa e efeito, poder-se-á desenhar um quadro de comportamentos que refletem o que está na base da elaboração das nossas sociedades, dos motivos por detrás da demarcação de limites entre o eu e o outro, de uma certa ideia de hospitalidade e o papel da ética e da política nestas transmutações. Partir-se-á inicialmente da ética de Paul Ricoeur, e posteriormente da perspetiva de Hans Jonas, para situar o sujeito no seio das transformações sociais e, por conseguinte, da sua relação com o outro como causa primária das transformações e novas dimensões que as sociedades modernas abarcam, como reflexo da própria transformação do agir humano. Tentar-se-á traçar o fio de ariadne que conduzirá o percurso desta análise, inicialmente antropocêntrico e posteriormente geopolítico, através da qual se optou por não priorizar um corpus de análise precisamente pela relevante transversalidade e atualidade do tema em contexto de globalização. Optou-se antes por uma constelação de análises individuais, no entanto todas ligadas entre si, que serviu de suporte para a sustentação do tema ao longo de toda a extensão da problemática. |
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| Autores principais: | Évora, Luisianne Suely Silva |
| Assunto: | Reconhecimento Poder Alteridade Subjetividade Fronteira Hospitalidade Cosmopolitismo Ética Ethics Hospitality Frontiers Otherness Cosmopolitanism Fronteiras |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | A presente dissertação tem o intuito de conduzir o leitor a uma reflexão crítica e aprofundada que parte da construção do sujeito para problematizar questões relacionadas com a construção e delimitação de fronteiras na era da globalização como reflexo do comportamento humano. O conceito de fronteira remete-nos para a ideia de alteridade, visto que estabelece uma separação entre o eu e o outro, entre o dentro e o fora, onde existe, consequentemente, sempre um “entre” que liga o dentro ao fora de uma fronteira. Ao invés de partir das fronteiras para perceber como experienciamos e acolhemos este outro, procurar-se-á conceptualizar a partir da configuração do sujeito, do individual ao coletivo, o modo de organização das nossas sociedades na era da globalização, tendo como horizonte o cosmopolitismo kantiano, em contraste com as sociedades tradicionais. Partindo das diferentes formas de subjetivação onde o contexto social aparece como causa e efeito, poder-se-á desenhar um quadro de comportamentos que refletem o que está na base da elaboração das nossas sociedades, dos motivos por detrás da demarcação de limites entre o eu e o outro, de uma certa ideia de hospitalidade e o papel da ética e da política nestas transmutações. Partir-se-á inicialmente da ética de Paul Ricoeur, e posteriormente da perspetiva de Hans Jonas, para situar o sujeito no seio das transformações sociais e, por conseguinte, da sua relação com o outro como causa primária das transformações e novas dimensões que as sociedades modernas abarcam, como reflexo da própria transformação do agir humano. Tentar-se-á traçar o fio de ariadne que conduzirá o percurso desta análise, inicialmente antropocêntrico e posteriormente geopolítico, através da qual se optou por não priorizar um corpus de análise precisamente pela relevante transversalidade e atualidade do tema em contexto de globalização. Optou-se antes por uma constelação de análises individuais, no entanto todas ligadas entre si, que serviu de suporte para a sustentação do tema ao longo de toda a extensão da problemática. |
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