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Um Casamento Aristocrático em 1537: Festas, Ostentação e Poder em Vila Viçosa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Abril de 1537, Vila Viçosa acolheu das festas mais sumptuosas que Portugal alguma vez vira. Em matrimónio, uniam-se o infante D. Duarte, irmão de D. João III, e D. Isabel de Bragança, irmã de D. Teodósio I, 5º duque de Bragança. Política e estrategicamente, uniam-se a Casa Real e a Casa de Bragança, a mais importante casa senhorial à época. As negociações que conduziram a este casamento foram demoradas, cheias de hesitações e retrocessos, pelo constante desacordo referente ao montante do dote da noiva. Eventualmente, a Casa de Bragança acedeu ao desmembramento do ducado de Guimarães do seu património, território fundamental para os seus rendimentos, e o contrato de casamento veio a ser assinado em Agosto de 1536, tornando Duarte, marido de D. Isabel, no 5º duque de Guimarães. A partir deste momento, D. Teodósio começou a abastecer a sua Casa e Vila Viçosa de tudo o que seria necessário para a realização destas festas de casamento. Mandou construir uma nova ala do Paço Ducal e renovar todo o espaço envolvente. Encomendou tapeçarias e outros têxteis opulentos e assegurou-se do esplendor de todo o vestuário da família ducal e das librés dos seus oficiais. Com bastante antecedência, o duque ainda comprou diversos mantimentos e garantiu a produção de produtos alimentares variados. Através de sete relatos e de um poema laudatório, tentamos reconstruir, analisar e problematizar este momento festivo, nas suas várias declinações, bem como a evolução arquitectónica do paço, os têxteis, o vestuário e a alimentação, mostrando como a combinação destes elementos teve um propósito muito específico: a exibição do poder pessoal de D. Teodósio I e do poder senhorial da Casa de Bragança, tanto a nível nacional como internacional.
Autores principais:Louro, Andreia do Céu Fontenete
Assunto:Vila Viçosa Casamento Aristocracia Casa de Bragança Aristocracy House of Braganza Wedding
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Em Abril de 1537, Vila Viçosa acolheu das festas mais sumptuosas que Portugal alguma vez vira. Em matrimónio, uniam-se o infante D. Duarte, irmão de D. João III, e D. Isabel de Bragança, irmã de D. Teodósio I, 5º duque de Bragança. Política e estrategicamente, uniam-se a Casa Real e a Casa de Bragança, a mais importante casa senhorial à época. As negociações que conduziram a este casamento foram demoradas, cheias de hesitações e retrocessos, pelo constante desacordo referente ao montante do dote da noiva. Eventualmente, a Casa de Bragança acedeu ao desmembramento do ducado de Guimarães do seu património, território fundamental para os seus rendimentos, e o contrato de casamento veio a ser assinado em Agosto de 1536, tornando Duarte, marido de D. Isabel, no 5º duque de Guimarães. A partir deste momento, D. Teodósio começou a abastecer a sua Casa e Vila Viçosa de tudo o que seria necessário para a realização destas festas de casamento. Mandou construir uma nova ala do Paço Ducal e renovar todo o espaço envolvente. Encomendou tapeçarias e outros têxteis opulentos e assegurou-se do esplendor de todo o vestuário da família ducal e das librés dos seus oficiais. Com bastante antecedência, o duque ainda comprou diversos mantimentos e garantiu a produção de produtos alimentares variados. Através de sete relatos e de um poema laudatório, tentamos reconstruir, analisar e problematizar este momento festivo, nas suas várias declinações, bem como a evolução arquitectónica do paço, os têxteis, o vestuário e a alimentação, mostrando como a combinação destes elementos teve um propósito muito específico: a exibição do poder pessoal de D. Teodósio I e do poder senhorial da Casa de Bragança, tanto a nível nacional como internacional.