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O Império Português na Insulíndia. A governação de Timor no século XVIII. Lifau (1702-1769)

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Resumo:Em 1702, António Coelho Guerreiro foi o primeiro governador e capitão geral das ilhas de Timor e Solor que logrou ser empossado e desempenhar as suas funções, na sequência de outros esforços que, desde meados do Século XVII, o Estado da Índia vinha desenvolvendo com o intuito de impor a sua autoridade e controlo nesses domínios. Coelho Guerreiro lançou as bases da administração portuguesa que se manteve sedeada em Lifau até 1769, ano em que, sob a continuada pressão de forças rebeladas, o então governador António José Teles de Meneses decidiu transferir a sede do governo para Dili. Entre 1702 e 1769, os sucessivos governadores confrontaram-se, em Timor, com uma intrincada malha interesses, políticos, militares e mercantis, institucionais e pessoais, frequentemente divergentes e/ou competitivos, reflectida em múltiplas relações de poder e numa situação de quase permanente conflitualidade. O presente estudo tem o seu especial enfoque nos objectivos e linhas de acção estratégica definidas e/ou adoptadas para a governação de Timor no período em apreço, na sua formulação, estabelecimento e condicionantes, bem como na apreciação genérica da actuação governativa, das suas enormes dificuldades e constrangimentos para a prossecução dos desideratos estratégicos fixados.
Autores principais:Tavares, José Augusto Vilas Boas
Assunto:Império Português Insulíndia Timor Governação Lifau Estado da Índia Governadores Portuguese Empire Estado da Índia Governorship Governors
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:Em 1702, António Coelho Guerreiro foi o primeiro governador e capitão geral das ilhas de Timor e Solor que logrou ser empossado e desempenhar as suas funções, na sequência de outros esforços que, desde meados do Século XVII, o Estado da Índia vinha desenvolvendo com o intuito de impor a sua autoridade e controlo nesses domínios. Coelho Guerreiro lançou as bases da administração portuguesa que se manteve sedeada em Lifau até 1769, ano em que, sob a continuada pressão de forças rebeladas, o então governador António José Teles de Meneses decidiu transferir a sede do governo para Dili. Entre 1702 e 1769, os sucessivos governadores confrontaram-se, em Timor, com uma intrincada malha interesses, políticos, militares e mercantis, institucionais e pessoais, frequentemente divergentes e/ou competitivos, reflectida em múltiplas relações de poder e numa situação de quase permanente conflitualidade. O presente estudo tem o seu especial enfoque nos objectivos e linhas de acção estratégica definidas e/ou adoptadas para a governação de Timor no período em apreço, na sua formulação, estabelecimento e condicionantes, bem como na apreciação genérica da actuação governativa, das suas enormes dificuldades e constrangimentos para a prossecução dos desideratos estratégicos fixados.