Publicação
“Ficando absorta, se achou banhada de uma soberana luz, com a qual sentiu se lhe infundira huma perfeita inteligência”.
| Resumo: | Partindo da premissa de que “os conventos parecem ter sido, desde a Idade Média, fontes de criatividade feminina e de produção intelectual” (Evangelisti, 2007), e tendo sido atestado que em clausura ou não, estas mulheres tinham a capacidade de se engajar na escrita, na leitura, nas artes visuais e musicais, é intenção da nossa comunicação demonstrar e analisar a existência de traços de educação e aprendizagem das freiras de Santa Mónica de Goa, bem como de momentos de resiliência e/ou conflito associadas a estas actividades e capacidades das freiras agostinhas. Pretendemos entrar neste universo do primeiro convento feminino a ser fundado no império português através das Regras do Noviciado do Convento de Santa Mónica, que nos permitem compreender os objetivos que as tutelas masculinas tinham para a educação das freiras e noviças goesas, e da obra de Frei Agostinho de Santa Maria (1699), que contando as vidas de diversas freiras nos dá perceção, muitas vezes de forma indireta, da existência de mulheres cultas e dotadas no Convento de Santa Mónica e de momentos de tensão em torno destas questões. Para levantar o leque de questões e para sugerir propostas de interpretação e análise das mesmas, quando aplicadas ao convento de freiras agostinhas em Goa, recorreremos ao método comparativo com estudos análogos produzidos sobre outros conventos em contexto colonial. |
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| Autores principais: | Ana Teresa, Hilário |
| Assunto: | Ensino conventual feminino Mulheres coloniais Convento de Santa Mónica Freiras e noviças goesas |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Partindo da premissa de que “os conventos parecem ter sido, desde a Idade Média, fontes de criatividade feminina e de produção intelectual” (Evangelisti, 2007), e tendo sido atestado que em clausura ou não, estas mulheres tinham a capacidade de se engajar na escrita, na leitura, nas artes visuais e musicais, é intenção da nossa comunicação demonstrar e analisar a existência de traços de educação e aprendizagem das freiras de Santa Mónica de Goa, bem como de momentos de resiliência e/ou conflito associadas a estas actividades e capacidades das freiras agostinhas. Pretendemos entrar neste universo do primeiro convento feminino a ser fundado no império português através das Regras do Noviciado do Convento de Santa Mónica, que nos permitem compreender os objetivos que as tutelas masculinas tinham para a educação das freiras e noviças goesas, e da obra de Frei Agostinho de Santa Maria (1699), que contando as vidas de diversas freiras nos dá perceção, muitas vezes de forma indireta, da existência de mulheres cultas e dotadas no Convento de Santa Mónica e de momentos de tensão em torno destas questões. Para levantar o leque de questões e para sugerir propostas de interpretação e análise das mesmas, quando aplicadas ao convento de freiras agostinhas em Goa, recorreremos ao método comparativo com estudos análogos produzidos sobre outros conventos em contexto colonial. |
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