Publicação
A resistência do jornalismo de investigação
| Resumo: | O nosso objeto de estudo é resultado de uma bolsa de investigação atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian para uma investigação jornalística sobre a extrema direita na Europa, onde o potencial da “aliança estratégica” entre o jornalismo e a academia, enquanto elo de defesa e agente de resistência do jornalismo de investigação, teve aplicação plena. Neste capítulo, procuramos, pois, analisar em detalhe as dinâmicas produtivas de um projeto multidimensional, onde sobressai a formação de jovens jornalistas e as potencialidades de uma investigação em consórcio. Examinamos, por outro lado, o modo como as tentativas de intimidação e de assédio ao jornalista de investigação fizeram parte do próprio processo produtivo, enquadrando este caso específico num quadro mais vasto de assédio aos profissionais de jornalismo nas sociedades democráticas atuais e, em particular, no contexto português. Apesar dos efeitos negativos, acreditamos que a formação de um consórcio de jornalistas de investigação portugueses, em aliança estratégica com a academia, pode ser a solução que salvaguarde o futuro do jornalismo de investigação em Portugal. |
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| Autores principais: | Coelho, Pedro |
| Outros Autores: | Da Silva, Marisa Torres |
| Assunto: | Jornalismo de investigação Aliança estratégica entre jornalismo e academia; Jornalismo colaborativo Formação de jovens jornalistas; Assédio e ataques a jornalistas; Futuro do jornalismo |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O nosso objeto de estudo é resultado de uma bolsa de investigação atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian para uma investigação jornalística sobre a extrema direita na Europa, onde o potencial da “aliança estratégica” entre o jornalismo e a academia, enquanto elo de defesa e agente de resistência do jornalismo de investigação, teve aplicação plena. Neste capítulo, procuramos, pois, analisar em detalhe as dinâmicas produtivas de um projeto multidimensional, onde sobressai a formação de jovens jornalistas e as potencialidades de uma investigação em consórcio. Examinamos, por outro lado, o modo como as tentativas de intimidação e de assédio ao jornalista de investigação fizeram parte do próprio processo produtivo, enquadrando este caso específico num quadro mais vasto de assédio aos profissionais de jornalismo nas sociedades democráticas atuais e, em particular, no contexto português. Apesar dos efeitos negativos, acreditamos que a formação de um consórcio de jornalistas de investigação portugueses, em aliança estratégica com a academia, pode ser a solução que salvaguarde o futuro do jornalismo de investigação em Portugal. |
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