Publicação
Origem e filogeografia do VIH-1 no arquipélago de São Tomé e Príncipe
| Resumo: | O VIH é um retrovírus que já causou a morte de cerca de 940 mil pessoas até 2017, e infetou mais de 36,9 milhões no mundo, sendo o continente africano a região do globo mais afetada pela epidemia. Este vírus altamente replicativo, recombinativo e com uma notável capacidade de mutação e adaptação às novas condições do ambiente humano, possui uma extraordinária diversidade genética global. O VIH-1 é o tipo mais predominante e disperso a nível global, e o principal agente da SIDA. Este vírus é classificado em grupos, subtipos, sub-subtipos, formas recombinantes circulantes (CFRs) e formas únicas circulantes (URFs). O grupo M do VIH-1 é o mais prevalente globalmente, e por isso estudar e conhecer a epidemiologia molecular deste grupo reveste-se de grande importância para a saúde mundial, para a melhoria da terapêutica ARV, para o alcance dos objetivos 90-90-90 definidos nos ODS (Objetivos do desenvolvimento sustentável) e para o desenvolvimento de vacinas. S.Tomé e Príncipe, é um pequeno arquipélago localizado na costa ocidental africana, caracterizado por prevalência baixa (0,5%) do VIH-1, mas com poucos estudos realizados na área da epidemiologia molecular das estirpes VIH-1 circulantes no país. Este trabalho de investigação tratou-se de um estudo observacional baseado na análise de sequências pol do VIH-1 colhidas em seropositivos, no período de 2004 a 2008 em S.Tomé e Príncipe. Com estas amostras foi possível determinar a diversidade genética das estirpes do VIH-1 que circulam no país, identificar as mutações de resistência aos antirretrovirais existentes e reconstruir a origem temporal e geográfica da epidemia a partir da estirpe mais prevalente identificada (CFR02_AG), através da reconstrução filogenética de uma árvore MCC (Maximum Credibility Clade) dessas sequências usando a estrutura filogeográfica bayesiana disponibilizadas no pacote do BEAST. |
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| Autores principais: | BONFIM, Elisângela Jessica Vera Vruz Bonfim |
| Assunto: | Saúde pública Saúde pública e desenvolvimento Sida VIH - 1 São Tomé e Príncipe |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | O VIH é um retrovírus que já causou a morte de cerca de 940 mil pessoas até 2017, e infetou mais de 36,9 milhões no mundo, sendo o continente africano a região do globo mais afetada pela epidemia. Este vírus altamente replicativo, recombinativo e com uma notável capacidade de mutação e adaptação às novas condições do ambiente humano, possui uma extraordinária diversidade genética global. O VIH-1 é o tipo mais predominante e disperso a nível global, e o principal agente da SIDA. Este vírus é classificado em grupos, subtipos, sub-subtipos, formas recombinantes circulantes (CFRs) e formas únicas circulantes (URFs). O grupo M do VIH-1 é o mais prevalente globalmente, e por isso estudar e conhecer a epidemiologia molecular deste grupo reveste-se de grande importância para a saúde mundial, para a melhoria da terapêutica ARV, para o alcance dos objetivos 90-90-90 definidos nos ODS (Objetivos do desenvolvimento sustentável) e para o desenvolvimento de vacinas. S.Tomé e Príncipe, é um pequeno arquipélago localizado na costa ocidental africana, caracterizado por prevalência baixa (0,5%) do VIH-1, mas com poucos estudos realizados na área da epidemiologia molecular das estirpes VIH-1 circulantes no país. Este trabalho de investigação tratou-se de um estudo observacional baseado na análise de sequências pol do VIH-1 colhidas em seropositivos, no período de 2004 a 2008 em S.Tomé e Príncipe. Com estas amostras foi possível determinar a diversidade genética das estirpes do VIH-1 que circulam no país, identificar as mutações de resistência aos antirretrovirais existentes e reconstruir a origem temporal e geográfica da epidemia a partir da estirpe mais prevalente identificada (CFR02_AG), através da reconstrução filogenética de uma árvore MCC (Maximum Credibility Clade) dessas sequências usando a estrutura filogeográfica bayesiana disponibilizadas no pacote do BEAST. |
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