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A relação entre o sujeito e os objectos da casa mediada pela fotografia: reflexões sobre a estética do quotidiano a partir de um diário de Polaroids

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O tema em discussão neste trabalho é o estudo da relação entre o sujeito e os objectos do quotidiano, sob a perspectiva de que essa é mais do que o encontro entre humanos e meros utensílios. A pesquisa baseia-se na existência de uma relação que diz respeito a uma interacção mais profunda do que a utilidade, a partir da captação do objecto e da decorrente sensação de afectação do sujeito. A partir de um processo teórico-prático, procura-se demonstrar que a interligação entre a projecção do sujeito e a vibração do objecto dão lugar à imaginação e ao impulso de expressão do primeiro; uma pulsão que se for aliada à curiosidade, à predisposição e se mantiver coesa na criação resultante, é estética, mesmo que reflicta o banal. Na segunda parte do trabalho, é feita a ponte para a consumação desta experiência estética através da fotografia alegando que este é o medium que detém a ambivalência que melhor corresponde à ambiguidade do quotidiano, em particular é encontrado e apresentado um nicho na fotografia da Polaroid para esta analogia: instantaneidade, materialidade, fluidez, exotismo e intimidade fazem desta fotografia, que começou por ser vista como apenas para amadores, uma forma formal e informalmente adequada de registar o dia-a-dia nas mãos de qualquer um que o procure fazer.
Autores principais:Mateus, Matilde Coelho de Aires
Assunto:Objecto Coisa Sujeito Estética do quotidiano Fotografia Polaroid Object Thing Subject Everyday aesthetics Photography
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:O tema em discussão neste trabalho é o estudo da relação entre o sujeito e os objectos do quotidiano, sob a perspectiva de que essa é mais do que o encontro entre humanos e meros utensílios. A pesquisa baseia-se na existência de uma relação que diz respeito a uma interacção mais profunda do que a utilidade, a partir da captação do objecto e da decorrente sensação de afectação do sujeito. A partir de um processo teórico-prático, procura-se demonstrar que a interligação entre a projecção do sujeito e a vibração do objecto dão lugar à imaginação e ao impulso de expressão do primeiro; uma pulsão que se for aliada à curiosidade, à predisposição e se mantiver coesa na criação resultante, é estética, mesmo que reflicta o banal. Na segunda parte do trabalho, é feita a ponte para a consumação desta experiência estética através da fotografia alegando que este é o medium que detém a ambivalência que melhor corresponde à ambiguidade do quotidiano, em particular é encontrado e apresentado um nicho na fotografia da Polaroid para esta analogia: instantaneidade, materialidade, fluidez, exotismo e intimidade fazem desta fotografia, que começou por ser vista como apenas para amadores, uma forma formal e informalmente adequada de registar o dia-a-dia nas mãos de qualquer um que o procure fazer.