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Estudo da influência da etiqueta no processo de IML

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Resumo:As embalagens de plástico rígido já conquistaram um papel importante no nosso dia-a-dia. A fábrica de Santa Iria da Azóia utiliza o processo de In Mould Labelling (IML) para produzir embalagens para manteigas e margarinas de prestigiados clientes. O presente estudo encontra-se estruturado em duas partes: numa primeira parte é feita a aplicação das cartas de controlo aos pesos das embalagens produzidas na fábrica e numa segunda parte a análise do refugo. Na primeira parte da dissertação começou-se por aplicar as cartas de controlo a duas máquinas que produzem o mesmo formato. Como se concluiu que o processo não se encontrava sob controlo estatístico, o que se devia à existência de inúmeras variáveis do processo, não se avançou para a construção das cartas de controlo das restantes máquinas. Na segunda parte o principal objetivo era reduzir o refugo da fábrica através do desenvolvimento de ferramentas de apoio à correção de defeitos. No ano de 2015 o refugo da fábrica foi na ordem dos 0,6%. Estabeleceu-se como meta uma diminuição deste valor em 20%. De forma a selecionar o caso de estudo foi necessário recorrer ao histórico da fábrica. Identificaram-se duas máquinas como sendo as principais responsáveis pelo refugo. Tal facto deve-se à combinação de dois fatores: um elevado grau de complexidade do processo e um elevado número de horas de trabalho. Selecionou-se um conjunto de ferramentas, nomeadamente as sete ferramentas da qualidade, e recorreram-se a conceitos adquiridos durante a realização do curso para resolver os problemas identificados. Com o objetivo definido, efetuou-se uma análise dos principais defeitos, e concluiu-se que mais de 75% do refugo produzido está relacionado com a incorreta colocação da etiqueta na embalagem. Defeitos como embalagens com duas etiquetas e com etiquetas descentradas constituem respetivamente, 19 e 44% do total. Da análise das várias referências que são utilizadas nas máquinas estudadas, concluiu-se que a referência com tonalidades douradas (etiqueta B) apresenta uma percentagem de embalagens não conformes mais elevada do que as restantes referências. Esta situação é justificada com o facto do tipo de pigmento utilizado ser diferente do das restantes referências e do peso médio da etiqueta ser inferior, o que leva a ajustes do processo sempre que é necessário trocar de produto. No final do presente estudo podemos afirmar que o objetivo foi atingido, uma vez que a meta eram os 0,48 % de refugo e que o valor médio verificado desde dezembro a fevereiro foi na casa dos 0,49%.
Autores principais:Rebouta, Ana Filipa Pereira
Assunto:In Mould Labelling refugo processo defeitos cartas de controlo
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL

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