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Casas-Abrigo para Mulheres e Crianças Sobreviventes de Violência Doméstica: Uma Experiência, 2010

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A temática deste trabalho centraliza-se num dos primeiros serviços especializados na área da violência doméstica, implementado pelo movimento das mulheres nos anos 70– Os Refúgios/Casas- Abrigo. Os refúgios são como um recurso “salva-vidas” para as mulheres que são alvo de ameaças e maus-tratos físicos graves e contínuos, por parte dos seus companheiros, ao ponto de correrem risco de vida. Para muitas mulheres os refúgios são o único recurso que lhes permite escapar às situações de violência física, emocional e sexual, sem os quais não teriam alternativa senão a de permanecerem nas relações de violência. Diversas organizações de mulheres têm vindo a lutar pela defesa dos direitos das mulheres, influenciando as políticas locais e mundiais para a implementação e regulamentação de leis que protejam as mulheres e crianças envolvidas em situações de violência doméstica. O presente relatório pretende caracterizar o modelo de organização e funcionamento de duas Casas-Abrigo especializadas na área da violência doméstica, dirigidas por uma Organização Não Governamental de Mulheres, guiada pelo movimento feminista que considera a violência como um resultado da posição de inferioridade/desigualdade (powerlessness) que as mulheres ocupam na sociedade ao nível político, económico e nas suas relações com os homens (Hoff, 1990).
Autores principais:Albuquerque, Mónica Araújo de
Assunto:Violência Doméstica, Casas-Abrigo Sobreviventes de Violência
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Nova de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional da UNL
Descrição
Resumo:A temática deste trabalho centraliza-se num dos primeiros serviços especializados na área da violência doméstica, implementado pelo movimento das mulheres nos anos 70– Os Refúgios/Casas- Abrigo. Os refúgios são como um recurso “salva-vidas” para as mulheres que são alvo de ameaças e maus-tratos físicos graves e contínuos, por parte dos seus companheiros, ao ponto de correrem risco de vida. Para muitas mulheres os refúgios são o único recurso que lhes permite escapar às situações de violência física, emocional e sexual, sem os quais não teriam alternativa senão a de permanecerem nas relações de violência. Diversas organizações de mulheres têm vindo a lutar pela defesa dos direitos das mulheres, influenciando as políticas locais e mundiais para a implementação e regulamentação de leis que protejam as mulheres e crianças envolvidas em situações de violência doméstica. O presente relatório pretende caracterizar o modelo de organização e funcionamento de duas Casas-Abrigo especializadas na área da violência doméstica, dirigidas por uma Organização Não Governamental de Mulheres, guiada pelo movimento feminista que considera a violência como um resultado da posição de inferioridade/desigualdade (powerlessness) que as mulheres ocupam na sociedade ao nível político, económico e nas suas relações com os homens (Hoff, 1990).