Publicação
Estudo da moagem e impacto da torrefação em resíduos da indústria de Eucalipto
| Resumo: | Os resíduos de Biomassa podem ser valorizados como biocombustíveis ou biomateriais com vantagens econômicas e ambientais. A depleção das fontes fósseis de energia e a legislação Europeia nos setores ambiental e energético, empurram agora os estados membros em opções mais sustentáveis e ecológicas. Desta forma são necessárias novas fontes de recursos que satisfaçam os requisitos técnicos da valorização energética mas que tenham em consideração as preocupações ambientais. O eucalipto (Eucalyptus globulus) é a principal espécie utilizada para a indústria do papel, e ocupa uma área de 812 mil ha. ( 6º Inventário florestal nacional, 2013). As aplicações industriais desta espécie geram resíduos como folhas e cascas que não são utilizados como biocombustíveis. Neste trabalho estudou-se o impacto de alguns pré-tratamentos (hidrodestilação, extração Soxhlet e torrefação) nas características dos resíduos de biomassa de E.globulus com vista à sua valorização energética e material. A moagem das folhas e cascas de eucalipto em moinhos com pré-malhas entre 60 e 200 mm evidenciou a menor moabilidade da casca que apresentou frações de 63.61 % a 89.03 % de partículas com diâmetro superior a 2 mm. A fração obtida com a pré-malha de 200 mm foi apresentou diâmetros de partícula mais homogêneos tendo sido seleccionada para os testes subsequentes. Esta fração foi submetida a processos de hidrodestilação e de extração Soxhlet para remover extratáveis e a sua composição aproximada foi avaliada em natureza e após estas operações. Verificou-se que os pré-tratamentos de hidrodestilação e extração Soxhlet produziram reduções de cerca de 10 % nos compostos voláteis e de 15 % a 42 % do teor de cinzas da casca. A extração Soxhlet dos resíduos de casca apresentou rendimentos de 0,56 %, 7,08 % e 10,16 % com os solventes diclorometano, metanol e água, respectivamente. O rendimento de óleo essencial obtido na hidrodestilação foi de 2,95 % (m/m). O teor de compostos fenólicos totais foi avaliado nos extratos bem como no liquido residual da hidrodestilação tendo-se obtido valores entre 21.17 mg/L e 116,76 mg/L, EAG o que indica que estes extratos e efluentes aquosos podem constituir uma fonte de compostos com atividade antioxidante, antimicrobiana entre outras. Tendo em conta os resultados obtidos propõe-se um conceito de biorefinaria específico para a folha e casca de eucalipto. Neste conceito de biorefinaria sugere-se a possibilidade para obtenção de produtos farmacêuticos, aditivos alimentares e para produtos de uso agrícola viabilizando desta forma a valorização integrada destes resíduos de biomassa. |
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| Autores principais: | Ramos, André Santos Ferreira Tavares |
| Assunto: | Eucalipto Torrefação Biorefinaria Antioxidantes Biomassa Biocombustíveis |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Nova de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional da UNL |
| Resumo: | Os resíduos de Biomassa podem ser valorizados como biocombustíveis ou biomateriais com vantagens econômicas e ambientais. A depleção das fontes fósseis de energia e a legislação Europeia nos setores ambiental e energético, empurram agora os estados membros em opções mais sustentáveis e ecológicas. Desta forma são necessárias novas fontes de recursos que satisfaçam os requisitos técnicos da valorização energética mas que tenham em consideração as preocupações ambientais. O eucalipto (Eucalyptus globulus) é a principal espécie utilizada para a indústria do papel, e ocupa uma área de 812 mil ha. ( 6º Inventário florestal nacional, 2013). As aplicações industriais desta espécie geram resíduos como folhas e cascas que não são utilizados como biocombustíveis. Neste trabalho estudou-se o impacto de alguns pré-tratamentos (hidrodestilação, extração Soxhlet e torrefação) nas características dos resíduos de biomassa de E.globulus com vista à sua valorização energética e material. A moagem das folhas e cascas de eucalipto em moinhos com pré-malhas entre 60 e 200 mm evidenciou a menor moabilidade da casca que apresentou frações de 63.61 % a 89.03 % de partículas com diâmetro superior a 2 mm. A fração obtida com a pré-malha de 200 mm foi apresentou diâmetros de partícula mais homogêneos tendo sido seleccionada para os testes subsequentes. Esta fração foi submetida a processos de hidrodestilação e de extração Soxhlet para remover extratáveis e a sua composição aproximada foi avaliada em natureza e após estas operações. Verificou-se que os pré-tratamentos de hidrodestilação e extração Soxhlet produziram reduções de cerca de 10 % nos compostos voláteis e de 15 % a 42 % do teor de cinzas da casca. A extração Soxhlet dos resíduos de casca apresentou rendimentos de 0,56 %, 7,08 % e 10,16 % com os solventes diclorometano, metanol e água, respectivamente. O rendimento de óleo essencial obtido na hidrodestilação foi de 2,95 % (m/m). O teor de compostos fenólicos totais foi avaliado nos extratos bem como no liquido residual da hidrodestilação tendo-se obtido valores entre 21.17 mg/L e 116,76 mg/L, EAG o que indica que estes extratos e efluentes aquosos podem constituir uma fonte de compostos com atividade antioxidante, antimicrobiana entre outras. Tendo em conta os resultados obtidos propõe-se um conceito de biorefinaria específico para a folha e casca de eucalipto. Neste conceito de biorefinaria sugere-se a possibilidade para obtenção de produtos farmacêuticos, aditivos alimentares e para produtos de uso agrícola viabilizando desta forma a valorização integrada destes resíduos de biomassa. |
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