Publicação
Estudo da corrosão da tubagem à saída de um permutador de calor num sistema industrial de co-geração
| Resumo: | A co-geração de potência e calor tem sido empregue na indústria como uma das formas mais expeditas de melhorar a eficiência energética, permitindo, ao mesmo tempo, uma redução equivalente de emissões poluentes resultantes da queima de combustíveis fósseis. Um dos equipamentos mais utilizados neste tipo de aplicação para promover as necessárias transferências de calor entre fluidos são os permutadores de calor, em especial os de serpentina e de invólucro e tubos. Os materiais mais comumente empregues na fabricação deste tipo de equipamentos são os aços de diferentes composições que permitem garantir a longevidade, mais ou menos extensa, dos equipamentos. Porém a operação com fluidos aquosos quentes e em movimento causa um stress acrescido podendo conduzir à degradação desses materiais por corrosão, originando falhas pontuais e frequentes nas zonas mais susceptíveis, tais como joelhos e entradas (inlet) e saídas (outlet) de reservatórios e outros dispositivos. Neste trabalho apresentam-se os resultados de um estudo de uma falha por corrosão de um troço da linha de condensados, à saída de um permutador de calor integrado num sistema de co-geração de uma fábrica na região de Portalegre. Tudo indica que a falha, que se manifesta através do surgimento de estrias na parede interior do tubo e por perfuração da mesma em alguns pontos, fica-se a dever à acção combinada de interação química (corrosão) e mecânica (erosão) do material com o termofluido aquecido, que circula na tubagem, na sequência da degração de algum ou alguns dos seus constituintes, tornando-o mais agressivo em relação ao metal de que é feita a tubagem. Estas conclusões foram alcançadas através de ensaios electroquímicos potenciométricos e potenciodinâmicos, nomeadamente, por determinação da velocidade da corrosão de provetes do material de que é feita a tubagem, à temperatura ambiente e à temperatura de operação do permutador (cerca de 63 ºC). |
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| Autores principais: | Miranda,M. |
| Outros Autores: | Rodrigues,L.; Brito,P. |
| Assunto: | Co-geração Corrosão Termofluido Permutadores de Calor |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | A co-geração de potência e calor tem sido empregue na indústria como uma das formas mais expeditas de melhorar a eficiência energética, permitindo, ao mesmo tempo, uma redução equivalente de emissões poluentes resultantes da queima de combustíveis fósseis. Um dos equipamentos mais utilizados neste tipo de aplicação para promover as necessárias transferências de calor entre fluidos são os permutadores de calor, em especial os de serpentina e de invólucro e tubos. Os materiais mais comumente empregues na fabricação deste tipo de equipamentos são os aços de diferentes composições que permitem garantir a longevidade, mais ou menos extensa, dos equipamentos. Porém a operação com fluidos aquosos quentes e em movimento causa um stress acrescido podendo conduzir à degradação desses materiais por corrosão, originando falhas pontuais e frequentes nas zonas mais susceptíveis, tais como joelhos e entradas (inlet) e saídas (outlet) de reservatórios e outros dispositivos. Neste trabalho apresentam-se os resultados de um estudo de uma falha por corrosão de um troço da linha de condensados, à saída de um permutador de calor integrado num sistema de co-geração de uma fábrica na região de Portalegre. Tudo indica que a falha, que se manifesta através do surgimento de estrias na parede interior do tubo e por perfuração da mesma em alguns pontos, fica-se a dever à acção combinada de interação química (corrosão) e mecânica (erosão) do material com o termofluido aquecido, que circula na tubagem, na sequência da degração de algum ou alguns dos seus constituintes, tornando-o mais agressivo em relação ao metal de que é feita a tubagem. Estas conclusões foram alcançadas através de ensaios electroquímicos potenciométricos e potenciodinâmicos, nomeadamente, por determinação da velocidade da corrosão de provetes do material de que é feita a tubagem, à temperatura ambiente e à temperatura de operação do permutador (cerca de 63 ºC). |
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