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Qualidade da água para consumo humano na cidade do Uíge (Angola): água tratada do sistema de abastecimento público e água não tratada de fontes alternativas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo Estima-se que cerca de 85% das doenças nos países em desenvolvimento são de veiculação hídrica e devem-se maioritariamente ao consumo de água de má qualidade. Neste trabalho avaliou-se a qualidade físico-química e microbiológica da água consumida pela população da cidade do Uíge. Foram realizadas quatro campanhas de amostragem em 10 pontos do sistema de abastecimento público, em três furos e nove cacimbas, e foram analisados 21 parâmetros físico-químicos e dois microbiológicos. Os resultados mostram que a água, à saída dos sistemas de tratamento, se pode considerar de boa qualidade apenas na ETA nova, sendo a proveniente de torneiras e furos artesianos própria para consumo em termos físico-químicos mas imprópria do ponto de vista microbiológico. A água das cacimbas é de muito má qualidade. Foi detetada contaminação bacteriológica em cerca de 58% das amostras de água das torneiras, em mais de 80% das amostras dos furos e em quase 100% das amostras das cacimbas, tornando-se a situação mais grave na época da chuva. Concluiu-se que há uma relação entre as doenças que atingem estas populações e a qualidade da água que consomem.
Autores principais:Manuel,Paulo
Outros Autores:Leitão,Anabela A.; Boaventura,Rui A.R.
Assunto:água para consumo humano água tratada água de fontes alternativas doenças de veiculação hídrica saúde pública
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Resumo Estima-se que cerca de 85% das doenças nos países em desenvolvimento são de veiculação hídrica e devem-se maioritariamente ao consumo de água de má qualidade. Neste trabalho avaliou-se a qualidade físico-química e microbiológica da água consumida pela população da cidade do Uíge. Foram realizadas quatro campanhas de amostragem em 10 pontos do sistema de abastecimento público, em três furos e nove cacimbas, e foram analisados 21 parâmetros físico-químicos e dois microbiológicos. Os resultados mostram que a água, à saída dos sistemas de tratamento, se pode considerar de boa qualidade apenas na ETA nova, sendo a proveniente de torneiras e furos artesianos própria para consumo em termos físico-químicos mas imprópria do ponto de vista microbiológico. A água das cacimbas é de muito má qualidade. Foi detetada contaminação bacteriológica em cerca de 58% das amostras de água das torneiras, em mais de 80% das amostras dos furos e em quase 100% das amostras das cacimbas, tornando-se a situação mais grave na época da chuva. Concluiu-se que há uma relação entre as doenças que atingem estas populações e a qualidade da água que consomem.