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“A terra está ficando toda de sangue”: poesia e guerra em moçambique

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objecto de estudo deste ensaio é a temática da guerra na produção poética de Glória de Sant'Anna, autora de origem portuguesa que viveu durante a época colonial em Moçambique. Os textos analisados, que constituem um exemplo da memória poética da Guerra Colonial (Ribeiro & Vecchi, 2011a), apresentam uma perspectiva feminina sobre o conflito e testemunham a partilha, por parte do sujeito poético, do drama dos portugueses, bem como da população local. Assim, demonstraremos que estes poemas, escritos numa fase tardia do colonialismo, entre 1961 e 1972, remetem para uma visão multifacetada do conflito. Na parte final do ensaio, iremos comparar um dos textos de Glória de Sant'Anna com um poema de Eduardo White, para demonstrar que os dois poetas, apesar de representarem conflitos diferentes, utilizam a mesma linguagem de indignação e dor perante o horror da guerra.
Autores principais:Spinuzza,Giulia
Assunto:Poesia guerra Moçambique Glória de Sant'Anna Eduardo White
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O objecto de estudo deste ensaio é a temática da guerra na produção poética de Glória de Sant'Anna, autora de origem portuguesa que viveu durante a época colonial em Moçambique. Os textos analisados, que constituem um exemplo da memória poética da Guerra Colonial (Ribeiro & Vecchi, 2011a), apresentam uma perspectiva feminina sobre o conflito e testemunham a partilha, por parte do sujeito poético, do drama dos portugueses, bem como da população local. Assim, demonstraremos que estes poemas, escritos numa fase tardia do colonialismo, entre 1961 e 1972, remetem para uma visão multifacetada do conflito. Na parte final do ensaio, iremos comparar um dos textos de Glória de Sant'Anna com um poema de Eduardo White, para demonstrar que os dois poetas, apesar de representarem conflitos diferentes, utilizam a mesma linguagem de indignação e dor perante o horror da guerra.