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Revisitando os Balcãs no Centenário

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo trata do ressurgimento dos estereótipos relacionados com os Balcãs por ocasião do primeiro centenário da Grande Guerra. Dois livros publicados recentemente, e que se tornaram bestsellers, deram origem a fortes críticas na opinião pública sérvia - Christopher Clark, The Sleepwalkers: How Europe Went to War in 1914 (2012) e Margaret MacMillan, The War that Ended Peace: the Road to 1914 (2014). Por um lado, as obras tratam de vários tópicos complexos da história dos Balcãs em termos simplistas. Por outro, temos as noções antigas de vitimização, assim como as teorias da conspiração sugeridas por uma série de representantes da cena pública sérvia. Além disto, ambos destacam as guerras jugoslavas dos anos noventa, na sua interpretação de 1914. Consequentemente, este caso alerta para o facto de que o Primeiro Centenário da Grande Guerra oferece uma margem larga para mal-entendidos, em vez de diálogo construtivo.
Autores principais:Šarenac,Danilo
Assunto:I Guerra Mundial Sérvia Christopher Clark Margaret MacMillan
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:Este artigo trata do ressurgimento dos estereótipos relacionados com os Balcãs por ocasião do primeiro centenário da Grande Guerra. Dois livros publicados recentemente, e que se tornaram bestsellers, deram origem a fortes críticas na opinião pública sérvia - Christopher Clark, The Sleepwalkers: How Europe Went to War in 1914 (2012) e Margaret MacMillan, The War that Ended Peace: the Road to 1914 (2014). Por um lado, as obras tratam de vários tópicos complexos da história dos Balcãs em termos simplistas. Por outro, temos as noções antigas de vitimização, assim como as teorias da conspiração sugeridas por uma série de representantes da cena pública sérvia. Além disto, ambos destacam as guerras jugoslavas dos anos noventa, na sua interpretação de 1914. Consequentemente, este caso alerta para o facto de que o Primeiro Centenário da Grande Guerra oferece uma margem larga para mal-entendidos, em vez de diálogo construtivo.