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Qualidade dos pêssegos da região da Beira Interior no ciclo 2015

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A cultura do pessegueiro em Portugal localiza-se maioritariamente na Beira Interior, representando esta região 45% da área nacional, com 1630 ha. A comercialização de pêssegos inicia-se em junho e termina em setembro, sendo esta oferta baseada num vasto leque de cultivares. Para além da data de maturação estas cultivares apresentam frutos com diferentes características, quer ao nível visual quer ao nível do paladar, sendo estas influenciadas pelas técnicas culturais realizadas pelos fruticultores e pelas condições edafoclimáticas a que estão sujeitas. A Beira Interior, com solos predominantemente ligeiros e elevado número de horas de luz, apresenta condições favoráveis à produção de prunóideas, especialmente cereja e pêssego, às quais se reconhece elevada qualidade gustativa. O presente trabalho tem como objetivo a caracterização dos frutos das diferentes cultivares de pêssego produzidas na região da Beira Interior ao longo da época, no ciclo 2015, com base na recolha de amostras de frutos provenientes de quatro fruticultores com explorações localizadas na região. No total analisaram-se 1208 frutos distribuídos por 47 amostras correspondentes a 33 cultivares. Para cada amostra e por fruto foram determinados o peso, a dureza, o índice refratométrico (IR) e acidez, sendo este último parâmetro avaliado para cada grupo de 10 frutos. Com base nestas características foi possível agrupar as cultivares em três grupos de acordo com a época de maturação sendo 9 temporãs, 17 de estação e 7 tardias. Em média, as cultivares temporãs apresentam à colheita uma dureza de 3,8±1,0 kg/0,5 cm², 11,5±1,5ºBrix e uma acidez de 5,8±3,2 g ác. málico/L. As cultivares de estação apresentam uma dureza de 5,1±1,4 kg/0,5 cm², um IR de 13,2±1,7ºBrix e 5,7±2,8 g ác. málico/L e o grupo das tardias apresenta uma dureza, índice refractométrico e acidez mais elevados, respetivamente 6,4±1,4 kg/0,5 cm², 14,5±1,8ºBrix e 8,6±1,5 g ác. málico/L.
Autores principais:Ferreira,Dora
Outros Autores:Santos,Catarina; Gouveia,Cecília; Gavinhos,Catarina; Simões,Maria Paula
Assunto:Prunus persica (L.) Batsch época de maturação índice refratométrico dureza acidez
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:A cultura do pessegueiro em Portugal localiza-se maioritariamente na Beira Interior, representando esta região 45% da área nacional, com 1630 ha. A comercialização de pêssegos inicia-se em junho e termina em setembro, sendo esta oferta baseada num vasto leque de cultivares. Para além da data de maturação estas cultivares apresentam frutos com diferentes características, quer ao nível visual quer ao nível do paladar, sendo estas influenciadas pelas técnicas culturais realizadas pelos fruticultores e pelas condições edafoclimáticas a que estão sujeitas. A Beira Interior, com solos predominantemente ligeiros e elevado número de horas de luz, apresenta condições favoráveis à produção de prunóideas, especialmente cereja e pêssego, às quais se reconhece elevada qualidade gustativa. O presente trabalho tem como objetivo a caracterização dos frutos das diferentes cultivares de pêssego produzidas na região da Beira Interior ao longo da época, no ciclo 2015, com base na recolha de amostras de frutos provenientes de quatro fruticultores com explorações localizadas na região. No total analisaram-se 1208 frutos distribuídos por 47 amostras correspondentes a 33 cultivares. Para cada amostra e por fruto foram determinados o peso, a dureza, o índice refratométrico (IR) e acidez, sendo este último parâmetro avaliado para cada grupo de 10 frutos. Com base nestas características foi possível agrupar as cultivares em três grupos de acordo com a época de maturação sendo 9 temporãs, 17 de estação e 7 tardias. Em média, as cultivares temporãs apresentam à colheita uma dureza de 3,8±1,0 kg/0,5 cm², 11,5±1,5ºBrix e uma acidez de 5,8±3,2 g ác. málico/L. As cultivares de estação apresentam uma dureza de 5,1±1,4 kg/0,5 cm², um IR de 13,2±1,7ºBrix e 5,7±2,8 g ác. málico/L e o grupo das tardias apresenta uma dureza, índice refractométrico e acidez mais elevados, respetivamente 6,4±1,4 kg/0,5 cm², 14,5±1,8ºBrix e 8,6±1,5 g ác. málico/L.