Publicação

AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO Introdução/ enquadramento/ objetivos O setor da Tatuagem está ainda pouco abordado em contexto de Saúde Ocupacional. Encontram-se muitos documentos onde se realça o Risco existente perante o indivíduo tatuado mas a informação é mais escassa em relação ao Tatuador. A bibliografia encontrada nesse sentido não é exaustiva e apenas dá uma ideia geral de alguns Riscos Laborais, não se tendo encontrado uma avaliação quantitativa, muito menos hierarquizada. Metodologia Após a realização de uma Revisão Bibliográfica relativa a métodos de Avaliação de Riscos, elaborou-se uma Carta de Riscos de uma empresa prestadora de serviços de Tatuagem e selecionaram-se três métodos: MARAT (Metodologia de Avaliação de Riscos e Acidentes de Trabalho), William Fine (WF) e MIAR (Método Integrado para Avaliação de Riscos), em função da facilidade de acesso a informação de como os utilizar, adequabilidade ao setor e facilidade de aplicação; estes foram aplicados a 68 fatores de risco englobados nas (sub)tarefas destacadas. Conteúdo As principais tarefas consideradas nos postos de trabalho de Tatuagem observados foram: fazer em papel o desenho para colocar na pele; ou selecionar o desenho para colocar na pele, a partir do computador; inserir o desenho em folhas de decalque; desinfetar/ esterilizar e depilar a pele; passar o desenho da folha de decalque para a pele; preparar a bancada ou tabuleiro com os utensílios e produtos necessários; tatuar usando a máquina eletrónica; limpar da pele a tinta não injetada e excedente; colocar diversos produtos químicos durante a tatuagem (variável entre profissionais); socorrer o cliente em caso de lipotimia ou síncope, se necessário; bem como limpar/ desinfetar/ esterilizar superfícies e instrumentos de trabalho. Conclusões Apesar de os três métodos valorizarem aspetos diferentes, foi muito interessante verificar a homogeneidade dos resultados, ou seja, a técnica MARAT assinalou oito itens como pertencentes à categoria de maior risco; a metodologia de WF e a MIAR destacaram sete e nove, respetivamente. Entre os três métodos existiram vários fatores de risco que foram incluídos na categoria de Risco mais elevado, nomeadamente o eventual contato com agentes químicos, objetos corto-perfurantes e sangue potencialmente contaminado com microrganismos relevantes durante o ato de inserir pigmento na pele, bem como durante a limpeza da pele (do pigmento excedente, entre injeções). Apenas o método MIAR assinalou dois itens que as outras técnicas não incluíram nesta categoria (nomeadamente o eventual contato com sangue durante a limpeza/ desinfeção/ esterilização das superfícies de trabalho e dos instrumentos de trabalho), sendo que a técnica MARAT e William Fine colocaram ambas na segunda e terceira categoria, respetivamente. O método que mais valorizou no geral os fatores de risco laborais dos Tatuadores foi o MIAR (nove itens na categoria de Risco mais elevado e trinta e sete na de Risco mais baixo), estando em situação oposta o William Fine (sete itens na categoria de Risco mais elevado e quarenta e seis na de menor Risco).
Autores principais:Santos,M
Assunto:avaliação de riscos tatuadores tatuagem MARAT Wliiam Fine MIAR saúde ocupacional segurança ocupacional e medicina do trabalho
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
_version_ 1868441958970556416
author Santos,M
author_facet Santos,M
author_role author
country_str PT
creators_json_txt [{\"Person.name\":\"Santos,M\"}]
datacite.creators.creator.creatorName.fl_str_mv Santos,M
datacite.rights.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
datacite.subjects.subject.fl_str_mv avaliação de riscos
tatuadores
tatuagem
MARAT
Wliiam Fine
MIAR
saúde ocupacional
segurança ocupacional e medicina do trabalho
datacite.titles.title.fl_str_mv AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
dc.creator.none.fl_str_mv Santos,M
dc.format.none.fl_str_mv text/html
dc.identifier.none.fl_str_mv http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-84532020000200191
dc.language.none.fl_str_mv por
dc.publisher.none.fl_str_mv Ajeogene Serviços Médicos Lda
dc.rights.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_abf2
dc.source.none.fl_str_mv Revista Portuguesa de Saúde Ocupacional online v.10 2020
dc.subject.none.fl_str_mv avaliação de riscos
tatuadores
tatuagem
MARAT
Wliiam Fine
MIAR
saúde ocupacional
segurança ocupacional e medicina do trabalho
dc.title.fl_str_mv AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
dc.type.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/resource_type/c_6501
description RESUMO Introdução/ enquadramento/ objetivos O setor da Tatuagem está ainda pouco abordado em contexto de Saúde Ocupacional. Encontram-se muitos documentos onde se realça o Risco existente perante o indivíduo tatuado mas a informação é mais escassa em relação ao Tatuador. A bibliografia encontrada nesse sentido não é exaustiva e apenas dá uma ideia geral de alguns Riscos Laborais, não se tendo encontrado uma avaliação quantitativa, muito menos hierarquizada. Metodologia Após a realização de uma Revisão Bibliográfica relativa a métodos de Avaliação de Riscos, elaborou-se uma Carta de Riscos de uma empresa prestadora de serviços de Tatuagem e selecionaram-se três métodos: MARAT (Metodologia de Avaliação de Riscos e Acidentes de Trabalho), William Fine (WF) e MIAR (Método Integrado para Avaliação de Riscos), em função da facilidade de acesso a informação de como os utilizar, adequabilidade ao setor e facilidade de aplicação; estes foram aplicados a 68 fatores de risco englobados nas (sub)tarefas destacadas. Conteúdo As principais tarefas consideradas nos postos de trabalho de Tatuagem observados foram: fazer em papel o desenho para colocar na pele; ou selecionar o desenho para colocar na pele, a partir do computador; inserir o desenho em folhas de decalque; desinfetar/ esterilizar e depilar a pele; passar o desenho da folha de decalque para a pele; preparar a bancada ou tabuleiro com os utensílios e produtos necessários; tatuar usando a máquina eletrónica; limpar da pele a tinta não injetada e excedente; colocar diversos produtos químicos durante a tatuagem (variável entre profissionais); socorrer o cliente em caso de lipotimia ou síncope, se necessário; bem como limpar/ desinfetar/ esterilizar superfícies e instrumentos de trabalho. Conclusões Apesar de os três métodos valorizarem aspetos diferentes, foi muito interessante verificar a homogeneidade dos resultados, ou seja, a técnica MARAT assinalou oito itens como pertencentes à categoria de maior risco; a metodologia de WF e a MIAR destacaram sete e nove, respetivamente. Entre os três métodos existiram vários fatores de risco que foram incluídos na categoria de Risco mais elevado, nomeadamente o eventual contato com agentes químicos, objetos corto-perfurantes e sangue potencialmente contaminado com microrganismos relevantes durante o ato de inserir pigmento na pele, bem como durante a limpeza da pele (do pigmento excedente, entre injeções). Apenas o método MIAR assinalou dois itens que as outras técnicas não incluíram nesta categoria (nomeadamente o eventual contato com sangue durante a limpeza/ desinfeção/ esterilização das superfícies de trabalho e dos instrumentos de trabalho), sendo que a técnica MARAT e William Fine colocaram ambas na segunda e terceira categoria, respetivamente. O método que mais valorizou no geral os fatores de risco laborais dos Tatuadores foi o MIAR (nove itens na categoria de Risco mais elevado e trinta e sete na de Risco mais baixo), estando em situação oposta o William Fine (sete itens na categoria de Risco mais elevado e quarenta e seis na de menor Risco).
dirty 0
eu_rights_str_mv openAccess
format article
id scielopt_41a1ca91f109facd5650a67775ef2ff2
identifier.url.fl_str_mv http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-84532020000200191
instacron_str SciELO
institution Fundação para a Ciência e Tecnologia
instname_str Fundação para a Ciência e Tecnologia
language por
network_acronym_str scielopt
network_name_str SciELO Portugal
oai_identifier_str oai:scielo:S2183-84532020000200191
organization_str_mv urn:organizationAcronym:scielo
person_str_mv Santos,M
publishDate 2020
publisher.none.fl_str_mv Ajeogene Serviços Médicos Lda
reponame_str SciELO Portugal
repository_id_str urn:repositoryAcronym:scielopt
service_str_mv urn:repositoryAcronym:scielopt
spelling AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?Santos,Mavaliação de riscostatuadorestatuagemMARATWliiam FineMIARsaúde ocupacionalsegurança ocupacional e medicina do trabalhoopen accesshttp://purl.org/coar/access_right/c_abf2http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-84532020000200191URLhttp://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-84532020000200191URLHasVersion2020-12-01RESUMO Introdução/ enquadramento/ objetivos O setor da Tatuagem está ainda pouco abordado em contexto de Saúde Ocupacional. Encontram-se muitos documentos onde se realça o Risco existente perante o indivíduo tatuado mas a informação é mais escassa em relação ao Tatuador. A bibliografia encontrada nesse sentido não é exaustiva e apenas dá uma ideia geral de alguns Riscos Laborais, não se tendo encontrado uma avaliação quantitativa, muito menos hierarquizada. Metodologia Após a realização de uma Revisão Bibliográfica relativa a métodos de Avaliação de Riscos, elaborou-se uma Carta de Riscos de uma empresa prestadora de serviços de Tatuagem e selecionaram-se três métodos: MARAT (Metodologia de Avaliação de Riscos e Acidentes de Trabalho), William Fine (WF) e MIAR (Método Integrado para Avaliação de Riscos), em função da facilidade de acesso a informação de como os utilizar, adequabilidade ao setor e facilidade de aplicação; estes foram aplicados a 68 fatores de risco englobados nas (sub)tarefas destacadas. Conteúdo As principais tarefas consideradas nos postos de trabalho de Tatuagem observados foram: fazer em papel o desenho para colocar na pele; ou selecionar o desenho para colocar na pele, a partir do computador; inserir o desenho em folhas de decalque; desinfetar/ esterilizar e depilar a pele; passar o desenho da folha de decalque para a pele; preparar a bancada ou tabuleiro com os utensílios e produtos necessários; tatuar usando a máquina eletrónica; limpar da pele a tinta não injetada e excedente; colocar diversos produtos químicos durante a tatuagem (variável entre profissionais); socorrer o cliente em caso de lipotimia ou síncope, se necessário; bem como limpar/ desinfetar/ esterilizar superfícies e instrumentos de trabalho. Conclusões Apesar de os três métodos valorizarem aspetos diferentes, foi muito interessante verificar a homogeneidade dos resultados, ou seja, a técnica MARAT assinalou oito itens como pertencentes à categoria de maior risco; a metodologia de WF e a MIAR destacaram sete e nove, respetivamente. Entre os três métodos existiram vários fatores de risco que foram incluídos na categoria de Risco mais elevado, nomeadamente o eventual contato com agentes químicos, objetos corto-perfurantes e sangue potencialmente contaminado com microrganismos relevantes durante o ato de inserir pigmento na pele, bem como durante a limpeza da pele (do pigmento excedente, entre injeções). Apenas o método MIAR assinalou dois itens que as outras técnicas não incluíram nesta categoria (nomeadamente o eventual contato com sangue durante a limpeza/ desinfeção/ esterilização das superfícies de trabalho e dos instrumentos de trabalho), sendo que a técnica MARAT e William Fine colocaram ambas na segunda e terceira categoria, respetivamente. O método que mais valorizou no geral os fatores de risco laborais dos Tatuadores foi o MIAR (nove itens na categoria de Risco mais elevado e trinta e sete na de Risco mais baixo), estando em situação oposta o William Fine (sete itens na categoria de Risco mais elevado e quarenta e seis na de menor Risco).Ajeogene Serviços Médicos LdaRevista Portuguesa de Saúde Ocupacional online v.10 2020text/htmlporjournal articlehttp://purl.org/coar/resource_type/c_6501literature
spellingShingle AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
Santos,M
avaliação de riscos
tatuadores
tatuagem
MARAT
Wliiam Fine
MIAR
saúde ocupacional
segurança ocupacional e medicina do trabalho
status SINGLETON
subject.fl_str_mv avaliação de riscos
tatuadores
tatuagem
MARAT
Wliiam Fine
MIAR
saúde ocupacional
segurança ocupacional e medicina do trabalho
title AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
title_full AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
title_fullStr AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
title_full_unstemmed AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
title_short AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
title_sort AVALIAÇÃO DE RISCOS NO SETOR DA TATUAGEM: PODEM-SE UTILIZAR OS MÉTODOS MARAT, WILLIAM FINE E MIAR?
topic avaliação de riscos
tatuadores
tatuagem
MARAT
Wliiam Fine
MIAR
saúde ocupacional
segurança ocupacional e medicina do trabalho
topic_facet avaliação de riscos
tatuadores
tatuagem
MARAT
Wliiam Fine
MIAR
saúde ocupacional
segurança ocupacional e medicina do trabalho
url http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2183-84532020000200191
visible 1