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Análise do comércio formal e informal na Praia de Boa Viagem, Recife, Pernambuco, Brasil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo aborda o comércio formal e informal na praia de Boa Viagem (Pernambuco, Brasil). Descreve o perfil socioeconômico dos atores sociais envolvidos (diversas classes de comerciante), a percepção desses atores sobre a atividade que desenvolvem (suas necessidades, críticas e sugestões para melhoria), e aponta impactos decorrentes dessa atividade sobre a praia dos pontos de vista ambiental, social e econômico. A praia de Boa Viagem atende diretamente a uma população de mais de 1.700.000 moradores da região Metropolitana do Recife, além de visitantes. A praia é intensamente utilizada durante todo o ano, mas principalmente no verão, comportando diferentes tipos de usos (ex. lazer, trabalho, turismo). Essa praia é mundialmente conhecida como um dos cartões postais do estado de Pernambuco, e traz milhões de Reais para a economia local e regional. Seus 8km de extensão podem ser divididos em quatro trechos com diferentes graus de conservação da praia, principalmente no que se refere a sua integridade física (geomorfológica), tipos de ocupação, usos e atividade comercial. A análise dos dados destacou os seguintes aspectos: grande quantidade de comerciantes das três classes (quiosqueiros, barraqueiros e ambulantes); trechos mais intensamente explorados no centro da praia coincidindo com a maior frequência dos usuários; padrões de distribuição dos comerciantes no tempo e no espaço; grande diversidade de itens comercializados nas categorias alimentação e itens de consumo rápido; perfil socioeconômico dos comerciantes compatível com o retorno de cada segmento e com a necessidade de se dedicar a uma atividade mais ou menos segura; renda variável (sazonal e entre as classes); grandes impactos dessa atividade nas condições ambientais da praia tanto na faixa de areia quanto no calçadão (lixo, esgoto, poluição sonora e visual, sobrecarga dos serviços urbanos de limpeza e fiscalização) e impactos sociais sobre um grande número de pessoas (ex. subemprego, marginalidade).
Autores principais:Araújo,Maria Christina Barbosa de
Outros Autores:Silva-Cavalcanti,Jacqueline Santos; Vicente-Leal,Mônica Márcia; Costa,Monica Ferreira da
Assunto:praias atividade comercial usuários de praias
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Fundação para a Ciência e Tecnologia
Idioma:português
Origem:SciELO Portugal
Descrição
Resumo:O presente estudo aborda o comércio formal e informal na praia de Boa Viagem (Pernambuco, Brasil). Descreve o perfil socioeconômico dos atores sociais envolvidos (diversas classes de comerciante), a percepção desses atores sobre a atividade que desenvolvem (suas necessidades, críticas e sugestões para melhoria), e aponta impactos decorrentes dessa atividade sobre a praia dos pontos de vista ambiental, social e econômico. A praia de Boa Viagem atende diretamente a uma população de mais de 1.700.000 moradores da região Metropolitana do Recife, além de visitantes. A praia é intensamente utilizada durante todo o ano, mas principalmente no verão, comportando diferentes tipos de usos (ex. lazer, trabalho, turismo). Essa praia é mundialmente conhecida como um dos cartões postais do estado de Pernambuco, e traz milhões de Reais para a economia local e regional. Seus 8km de extensão podem ser divididos em quatro trechos com diferentes graus de conservação da praia, principalmente no que se refere a sua integridade física (geomorfológica), tipos de ocupação, usos e atividade comercial. A análise dos dados destacou os seguintes aspectos: grande quantidade de comerciantes das três classes (quiosqueiros, barraqueiros e ambulantes); trechos mais intensamente explorados no centro da praia coincidindo com a maior frequência dos usuários; padrões de distribuição dos comerciantes no tempo e no espaço; grande diversidade de itens comercializados nas categorias alimentação e itens de consumo rápido; perfil socioeconômico dos comerciantes compatível com o retorno de cada segmento e com a necessidade de se dedicar a uma atividade mais ou menos segura; renda variável (sazonal e entre as classes); grandes impactos dessa atividade nas condições ambientais da praia tanto na faixa de areia quanto no calçadão (lixo, esgoto, poluição sonora e visual, sobrecarga dos serviços urbanos de limpeza e fiscalização) e impactos sociais sobre um grande número de pessoas (ex. subemprego, marginalidade).