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VIOLÊNCIA E ASSÉDIO NO TRABALHO EM ENFERMEIROS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO
| Resumo: | RESUMO Introdução A violência e o assédio no trabalho nos enfermeiros, é um problema prevalente a nível mundial, que afeta a qualidade dos serviços, repercutindo-se na organização e relações de trabalho e no desempenho dos trabalhadores, cujas consequências vão desde traumatismos resultantes da violência física a perturbações na saúde mental das vítimas. Assim, este estudo tem como objetivo caraterizar esta problemática nestes profissionais, em Portugal, nas perspetivas socioprofissional e psicossocial. Metodologia É um estudo exploratório quantitativo-qualitativo, descritivo e transversal, realizado através da aplicação de um questionário online de autoadministração à população dos enfermeiros a trabalhar nos serviços de saúde públicos e privados portugueses, do continente, sendo a amostra de conveniência, composta pelos elementos desta população que responderam a este questionário. Resultados Em relação aos 134 enfermeiros participantes deste estudo, a maioria tem idades entre 31 a 50 anos (61,9%), é do género feminino (86,6%), está casado/junto (70,1%), é licenciado (62,7%), trabalha no Algarve (55,2%), exerce funções em unidades funcionais dos centros de saúde (25,4%), tem um tempo de exercício profissional entre 11 a 20 anos (30,6%) e de trabalho no serviço entre um a cinco anos (31,3%), foi vítima direta ou indireta de violência e assédio no trabalho (73,1%) e, dos que foram vítimas destas situações (98 participantes), a maior parte refere que estas ocorreram entre uma a três vezes (51%), em serviços de internamento médicos e cirúrgicos de adultos (22,4%), com um grau de gravidade percecionado como muito grave (M = 4 pontos), os agressores foram principalmente os utentes/doentes (30,6%), seguidos dos outros profissionais da instituição/serviço (28,1%), grande parte teve sintomas que considerou como perturbadores após a ocorrência desta situação (62,2%), enquadráveis no grupo do transtorno de stresse pós-traumático e, destes últimos (61 participantes), a maioria referiu ainda persistirem sintomas posteriormente (52,5%). Conclusão Os resultados deste estudo demonstram que a violência e o assédio no trabalho são problemas que afeta a maior parte dos participantes no estudo, o que vem ao encontro da literatura consultada a este respeito, embora seja de assinalar o facto de o segundo grupo de agressores mais referido ser o dos outros profissionais da instituição/serviço, e o surgimento e a persistência de sintomas transtorno de stresse pós-traumático nas vítimas, o que evidencia a necessidade da realização de mais estudos de âmbito nacional, que permitam um melhor conhecimento desta realidade. |
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| Autores principais: | Murcho,N |
| Outros Autores: | Pacheco,E; Maio,T |
| Assunto: | Violência no Trabalho Assédio no Trabalho Enfermeiros Saúde Ocupacional Medicina do Trabalho Enfermagem do Trabalho |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Fundação para a Ciência e Tecnologia |
| Idioma: | português |
| Origem: | SciELO Portugal |
| Resumo: | RESUMO Introdução A violência e o assédio no trabalho nos enfermeiros, é um problema prevalente a nível mundial, que afeta a qualidade dos serviços, repercutindo-se na organização e relações de trabalho e no desempenho dos trabalhadores, cujas consequências vão desde traumatismos resultantes da violência física a perturbações na saúde mental das vítimas. Assim, este estudo tem como objetivo caraterizar esta problemática nestes profissionais, em Portugal, nas perspetivas socioprofissional e psicossocial. Metodologia É um estudo exploratório quantitativo-qualitativo, descritivo e transversal, realizado através da aplicação de um questionário online de autoadministração à população dos enfermeiros a trabalhar nos serviços de saúde públicos e privados portugueses, do continente, sendo a amostra de conveniência, composta pelos elementos desta população que responderam a este questionário. Resultados Em relação aos 134 enfermeiros participantes deste estudo, a maioria tem idades entre 31 a 50 anos (61,9%), é do género feminino (86,6%), está casado/junto (70,1%), é licenciado (62,7%), trabalha no Algarve (55,2%), exerce funções em unidades funcionais dos centros de saúde (25,4%), tem um tempo de exercício profissional entre 11 a 20 anos (30,6%) e de trabalho no serviço entre um a cinco anos (31,3%), foi vítima direta ou indireta de violência e assédio no trabalho (73,1%) e, dos que foram vítimas destas situações (98 participantes), a maior parte refere que estas ocorreram entre uma a três vezes (51%), em serviços de internamento médicos e cirúrgicos de adultos (22,4%), com um grau de gravidade percecionado como muito grave (M = 4 pontos), os agressores foram principalmente os utentes/doentes (30,6%), seguidos dos outros profissionais da instituição/serviço (28,1%), grande parte teve sintomas que considerou como perturbadores após a ocorrência desta situação (62,2%), enquadráveis no grupo do transtorno de stresse pós-traumático e, destes últimos (61 participantes), a maioria referiu ainda persistirem sintomas posteriormente (52,5%). Conclusão Os resultados deste estudo demonstram que a violência e o assédio no trabalho são problemas que afeta a maior parte dos participantes no estudo, o que vem ao encontro da literatura consultada a este respeito, embora seja de assinalar o facto de o segundo grupo de agressores mais referido ser o dos outros profissionais da instituição/serviço, e o surgimento e a persistência de sintomas transtorno de stresse pós-traumático nas vítimas, o que evidencia a necessidade da realização de mais estudos de âmbito nacional, que permitam um melhor conhecimento desta realidade. |
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